O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, assegurou, nesta quarta-feira (21), que cerca de 4 mil edifícios de Kiev seguem sem calefação e 60% da capital continua sem eletricidade após os últimos ataques russos.
A Rússia bombardeia com frequência as infraestruturas energéticas da Ucrânia, deixando a população às escuras e exposta ao frio em pleno inverno.
"Nesta manhã, cerca de 4 mil edifícios de Kiev ainda estavam sem calefação e cerca de 60% da capital estava sem eletricidade", declarou o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais.
Segundo Zelensky, a situação continua complicada também nas regiões de Sumy e Chernihiv, no norte, Dnipro, no centro, e Karkhiv, no nordeste.
A Alemanha classificou, nesta quarta-feira, como "crimes de guerra" os ataques russos contra alvos civis e energéticos na Ucrânia e acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de utilizar "o frio como arma".
Em 9 de janeiro, metade dos edifícios residenciais de Kiev ficou sem calefação, água e eletricidade após bombardeios em massa, o que levou o prefeito, Vitali Klichkó, a recomendar aos habitantes da capital que a abandonassem temporariamente.
Os serviços essenciais foram restabelecidos posteriormente, mas novos ataques durante a madrugada de terça-feira provocaram mais cortes de água e eletricidade, em um momento em que as temperaturas oscilam entre -7 e -15 ºC.
O presidente Zelensky segue em Kiev, confirmou, nesta quarta-feira, o seu gabinete, apesar de Donald Trump ter sugerido que o líder ucraniano estaria no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, no qual o presidente dos Estados Unidos discursou.
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