O enviado comercial dos Estados Unidos advertiu nesta terça-feira (20) os países europeus de que "não seria prudente" recorrer ao seu mecanismo de defesa econômica, a chamada "bazuca comercial", para responder à ameaça de Donald Trump de assumir o controle da Groenlândia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu o uso do instrumento contra a coerção da União Europeia (UE) depois que Trump ameaçou aplicar tarifas de até 25% a oito países europeus que se opõem a seu plano.
"Cada país fará o que for melhor para seus interesses nacionais", declarou o representante comercial dos Estados Unidos Jamieson Greer a um pequeno grupo de jornalistas na cúpula de Davos.
"E isso tem consequências naturais", afirmou, acrescentando que recorrer ao instrumento contra a coerção "não seria prudente", ecoando o que disse na segunda-feira o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.
A UE nunca recorreu a esse instrumento, cujo objetivo é responder a países que utilizam pressões econômicas, como tarifas, para tentar influenciar decisões políticas.
Alguns dirigentes europeus querem negociar com os Estados Unidos, enquanto outros pedem que a UE enfrente a "chantagem" sobre a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês.
Desde que voltou à Casa Branca, Trump argumenta que "precisa" dessa ilha, rica em minerais e terras raras, por motivos de segurança nacional, para evitar que Rússia e China imponham sua hegemonia no Ártico.
Oito países europeus manifestaram firme oposição a esse plano expansionista e enviaram uma missão militar de reconhecimento na semana passada.
Todos são membros da Otan, entre eles Reino Unido, Alemanha e França, as principais economias do continente.
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