Nadia Murad, ativista de direitos humanos e sobrevivente yazidi da escravidão sexual pelas mãos do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), denunciou nesta terça-feira (20) o abandono internacional dos curdos na Síria.
A comunidade yazidi no Iraque foi alvo do EI durante sua ofensiva de 2014 ao longo da fronteira sírio-iraquiana devido à sua religião.
Murad, ganhadora do Nobel da Paz, destacou o papel fundamental das forças curdas na derrota do EI com o apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos.
"Agora, em um momento crítico, aqueles que estavam na linha de frente contra o mal estão sendo abandonados. O que a comunidade internacional está fazendo na Síria, e na região em geral, é criar o caos, e os inocentes pagarão o preço", escreveu ela no X.
Durante a ofensiva de 2014, que a ONU e diversos países classificaram como genocídio, os jihadistas mataram homens em massa e sequestraram milhares de mulheres e meninas para mantê-las como escravas sexuais.
Após fugir do cativeiro em 2016, Murad fundou uma iniciativa para apoiar sobreviventes de violência sexual e ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2018, juntamente com o doutor Denis Mukwege, da República Democrática do Congo, que tratou dezenas de milhares de mulheres estupradas ou mutiladas por milícias.
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