Um ataque noturno russo deixou mais de 5.600 residências em Kiev sem calefação, enquanto as temperaturas na capital ucraniana rondavam os -14°C, anunciou o prefeito, Vitali Klitschko, nesta terça-feira (20).
"Após este ataque, 5.635 residências estão sem calefação", declarou o prefeito no Telegram. "Grande parte da cidade está sem água encanada", acrescentou.
Uma mulher ficou ferida e vários prédios, incluindo uma escola de ensino fundamental, foram danificados, especificou Klitschko.
Esses últimos bombardeios ocorrem mais de uma semana após o pior ataque de Moscou à rede elétrica de Kiev desde o início da invasão da Ucrânia, há quase quatro anos.
Aquele ataque, realizado em 9 de janeiro, deixou metade da cidade sem calefação por dias, em meio a temperaturas congelantes.
A Rússia também atacou Kiev na madrugada desta terça-feira com drones de combate de longo alcance, antes de disparar mísseis de cruzeiro contra a capital e seus arredores.
"Os serviços municipais e de energia estão trabalhando para restabelecer a calefação, a água e a eletricidade nas residências de Kiev", disse Klitschko.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, afirmou na terça-feira que essa onda de ataques russos deveria ser debatida no Fórum Econômico Mundial, que acontece esta semana em Davos, na Suíça.
"Os ataques bárbaros desta manhã perpetrados pelo [presidente russo Vladimir] Putin são um alerta para os líderes mundiais em Davos: o apoio ao povo ucraniano é urgente. Não haverá paz na Europa sem uma paz duradoura na Ucrânia", disse Sibiga.
A Rússia tem bombardeado o sistema energético da Ucrânia desde o início da invasão, o que, segundo Kiev, é uma tentativa de Moscou de quebrar a resistência ucraniana.
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