O ministro das Relações Exteriores do Irã não participará da cúpula de Davos, informaram nesta segunda-feira (19) os organizadores, que consideraram "inapropriada" sua presença após a violenta repressão a manifestantes na República Islâmica.
Abbas Araghchi estava previsto como orador na terça-feira, durante a reunião anual da elite global na exclusiva estação de esqui suíça.
No entanto, diversos ativistas haviam instado os organizadores do Fórum Econômico Mundial a retirar o convite, após a recente repressão a uma onda de protestos na República Islâmica que deixou milhares de mortos.
"O ministro das Relações Exteriores iraniano não participará de Davos", anunciou o Fórum Econômico Mundial na rede social X.
"Embora tenha sido convidado no outono passado, a trágica perda de vidas civis no Irã nas últimas semanas torna inapropriado que o governo iraniano esteja representado em Davos neste ano", explicaram os organizadores do encontro, que reúne anualmente líderes políticos e grandes empresários.
O movimento de protesto no Irã, iniciado em 28 de dezembro por comerciantes que protestavam contra a inflação galopante antes de se ampliar para incluir demandas políticas, foi sufocado por uma repressão severa.
Segundo o último balanço da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, ao menos 3.428 manifestantes morreram em consequência da repressão.
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