A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) recomendou nesta sexta-feira (16) que as companhias aéreas evitem o espaço aéreo do Irã devido a eventuais bombardeios e ao estado de alerta reforçado das forças armadas iranianas.
A agência recomenda, em um comunicado, que as companhias não "operem no espaço aéreo do Irã" em "todas as altitudes".
Ela cita em especial a situação atual e a probabilidade de uma ação militar dos Estados Unidos, o que colocou as forças de defesa aérea iranianas em "estado de alerta reforçado".
"A presença e a possível utilização de uma vasta gama de armamentos e sistemas de defesa aérea, somadas a respostas estatais imprevisíveis e à ativação potencial de sistemas SAM [mísseis terra-ar], criam um risco elevado para os voos civis", destaca a AESA.
Manifestações relacionadas ao custo de vida começaram no Irã em 28 de dezembro, transformando-se posteriormente em um movimento de protesto contra o poder, um dos mais importantes desde a proclamação da República Islâmica, em 1979.
Pelo menos 3.428 manifestantes morreram, segundo o mais recente balanço da ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, que também registra mais de 10 mil detenções.
Até quarta-feira, os Estados Unidos ameaçavam com uma intervenção militar caso o país não renunciasse à execução dos manifestantes detidos.
Advertidos pelos aliados do Golfo sobre os riscos de repercussões na região, os Estados Unidos moderaram o tom, embora tenham indicado que "todas as opções continuavam sobre a mesa".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu na sexta-feira ao governo iraniano por ter anulado "todos os enforcamentos previstos" de manifestantes, depois de ameaçar Teerã com "sérias consequências" caso a repressão às manifestações continue.
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