Uma equipe de negociadores ucranianos viajou aos Estados Unidos com a intenção de continuar as conversas sobre um plano concebido pela Casa Branca para pôr fim à guerra com a Rússia, informou, nesta sexta-feira (16), o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
A Ucrânia busca obter precisões sobre quais garantias de segurança o país receberá como parte do plano, e com as quais Zelensky espera dissuadir a Rússia de invadir novamente o território desta ex-república soviética.
"Esperamos que haja mais clareza tanto em relação aos documentos que já preparamos de forma eficaz com a parte americana, como em relação à reposta da Rússia a todo o trabalho diplomático que está sendo realizado", disse Zelensky.
O presidente ucraniano acrescentou que, se for alcançado um acordo geral, seu país poderá assiná-lo durante o Fórum Econômico Mundial, na próxima semana em Davos, Suíça.
"Se tudo for finalizado, e houver acordo por parte dos Estados Unidos —porque da nossa parte, em princípio, creio que já terminamos—, então assinar durante Davos será possível", apontou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem pressionado a Ucrânia a aceitar um plano para pôr fim ao conflito.
Zelensky também admitiu problemas com os sistemas de defesa aérea da Ucrânia em um momento crítico da guerra.
Alguns sistemas de defesa aérea fornecidos por aliados ocidentais ficaram sem munição em meio a uma onda de ataques russos que atingiram duramente a infraestrutura energética do país, afirmou.
Kiev afirma que mais de 15 mil trabalhadores do setor energético se empenham para restaurar rapidamente usinas e subestações elétricas atingidas nos últimos dias por centenas de drones e mísseis russos, em meio a uma forte onda de frio.
O presidente ucraniano tem pedido reiteradamente aos seus aliados ocidentais que ajudem a reforçar os sistemas de defesa aérea da Ucrânia para proteger as infraestruturas civis vitais do bombardeio russo.
Após quase quatro anos desde o início da invasão russa, as forças de Moscou avançam constantemente ao longo da extensa linha de frente.
Nesta sexta-feira, a Rússia anunciou que suas forças tomaram mais duas vilas, uma na região oriental de Donetsk e outra em Zaporizhzhia, no sul.
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