As autoridades lituanas informaram, nesta sexta-feira (16), que seis cidadãos estrangeiros, incluindo de Colômbia e Cuba, foram acusados de "terrorismo" após uma tentativa de incendiar ajuda militar destinada à Ucrânia em 2024. 

Segundo o promotor Arturas Urbelis, a investigação "permite suspeitar razoavelmente" que os atos foram cometidos "seguindo instruções e em benefício" da agência de inteligência militar russa, a GRU.

Entre os detidos estão um cidadão espanhol, um cidadão com dupla nacionalidade espanhola e colombiana, e cidadãos de Colômbia, Cuba, Rússia e Belarus, detalhou Urbelis.

Segundo a Promotoria, o ataque foi dirigido contra a empresa lituana TVC Solutions e alguns de seus produtos, entre eles rádios móveis destinados às forças armadas ucranianas. 

A tentativa fracassou, pois os suspeitos foram descobertos por pedestres. Eles fugiram para a vizinha Letônia, mas foram detidos no mesmo dia.

Posteriormente, um cidadão russo e outro bielorrusso se deslocaram para a Lituânia para tentar repetir o ataque, mas não conseguiram incendiar os equipamentos.

Uma cidadã cubana chegou mais tarde à Lituânia vinda da Rússia, com o objetivo de avaliar os danos previstos, antes de tentar, sem sucesso, deixar o país, segundo as autoridades. 

Os seis detidos foram processados por financiar atividades terroristas, tentar cometer um ato terrorista e participar de um grupo terrorista. Este último delito é punido com até 15 anos de prisão.

Também foram abertas investigações contra outras quatro pessoas implicadas na coordenação do atentado, entre elas um cidadão colombiano que está à espera de ser extraditado para a Lituânia.

Foram emitidas três ordens de prisão internacionais contra os outros suspeitos, todos cidadãos estrangeiros.

Os suspeitos também estão envolvidos em ataques e tentativas de ataques na República Tcheca, em particular tentativas de incêndio em ônibus, em uma agência dos correios, centros comerciais e um cinema em Praga. 

Um dos suspeitos também tentou atear fogo a uma loja de papel na Romênia, assim como em infraestruturas petroleiras e gasíferas. O mesmo grupo também preparou ataques contra lojas na Polônia.

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