A oposição ugandense denunciou a prisão domiciliar de seu líder e os assassinatos de seus apoiadores após as eleições gerais de quinta-feira (15), cujos resultados finais serão anunciados no sábado (17), em meio à repressão e ao bloqueio da internet. 

O presidente Yoweri Museveni, de 81 anos, busca estender seu governo de 40 anos nesta nação do leste da África, que conquistou a independência do Reino Unido em 1962. 

Seu principal rival é Bobi Wine, de 43 anos, um cantor que se tornou político, cresceu em uma favela e se autodenomina o "presidente do gueto". 

Seu partido, a Plataforma de Unidade Nacional (NUP), informou na quinta-feira que "o exército e a polícia cercaram" sua residência, colocando-o em prisão domiciliar juntamente com sua esposa.

Devido ao bloqueio da internet e à rede telefônica limitada, a AFP não conseguiu contatar nenhum líder partidário na manhã desta sexta-feira. 

A eleição de quinta-feira foi marcada por problemas técnicos significativos. Os resultados finais das eleições presidenciais e parlamentares são esperados para sábado, às 11h00 de Brasília. 

Com quase 60% dos votos apurados, a Comissão Eleitoral de Uganda anunciou nesta sexta-feira que Museveni havia conquistado 75,4% dos votos, contra 20,7% de Wine.

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