O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, pediu nesta quinta-feira (15) a libertação do mandatário deposto venezuelano Nicolás Maduro, que foi capturado por forças americanas em 3 de janeiro, em meio a um bombardeio, e levado aos Estados Unidos para ser julgado por narcotráfico.

Ortega e sua esposa Rosario Murillo, com quem compartilha o poder, são aliados próximos do governo venezuelano desde os tempos do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013).

"Aderimos ao clamor para que devolvam o presidente Maduro a seu povo", disse Ortega durante uma cerimônia de formatura de policiais, e indicou que o líder chavista foi detido em uma "ação totalmente desproporcional [...] sem nenhuma ordem de captura".

Em seu discurso transmitido pela mídia estatal, o governante de esquerda também pediu aos Estados Unidos que "deixe de ameaçar Cuba".

Após a incursão americana em Caracas, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados a Nova York, onde serão julgados por tráfico de drogas.

Delcy Rodríguez, vice-presidente de Maduro, assumiu o poder de forma interina entre ameaças do presidente americano Donald Trump, que garante estar no comando da Venezuela, particularmente de sua indústria petrolífera.

Ortega saudou Delcy Rodríguez, que, segundo ele, "está ganhando tempo para Nicolás".

Na quarta-feira, Trump e Delcy mantiveram uma "longa conversa telefônica", revelou o mandatário americano, que classificou a dirigente venezuelana como uma pessoa "formidável".

A presidente encarregada prometeu "resgatar" Maduro, ao mesmo tempo que iniciou um processo para retomar as relações diplomáticas com os Estados Unidos, rompidas em 2019.

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