O movimento islamista palestino Hamas elogiou, nesta quinta-feira (15), a criação de um comitê de especialistas para administrar a Faixa de Gaza após a guerra, por considerar que isso contribuirá para consolidar o cessar-fogo.
O Egito, mediador-chave nas negociações indiretas de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, anunciou a formação de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros.
O grupo trabalharia sob a supervisão do Conselho da Paz, um órgão previsto no plano de paz do presidente americano Donald Trump.
Desde o início da guerra com Israel, em 7 de outubro de 2023, desencadeada por um ataque brutal de combatentes em território israelense, o Hamas declarou estar disposto a ceder o controle político em Gaza.
“A formação do comitê é um passo na direção certa”, declarou Basem Naim, dirigente do Hamas, em um comunicado.
“É essencial para consolidar o cessar-fogo, impedir um retorno à guerra, enfrentar a catastrófica crise humanitária e preparar uma reconstrução abrangente”, acrescentou.
O Hamas “anunciou sua disposição de entregar a gestão do setor ao comitê nacional de transição”, destacou Naim.
O Hamas não controla a totalidade da Faixa de Gaza.
Segundo o acordo de trégua, o exército israelense recuou de uma “linha amarela” e ainda controla mais da metade do pequeno território, incluindo a cidade de Rafah, no sul.
O Hamas afirma ser favorável a um governo de unidade palestina, apesar de suas divergências com o Fatah, o outro grande movimento palestino.
“A bola agora está com os mediadores, com o patrocinador americano e com a comunidade internacional, para dar ao comitê os meios para agir”, disse Naim.
Segundo o principal enviado americano, Steve Witkoff, o cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro e é muito frágil, passou à sua segunda fase, que consiste na retirada gradual das forças israelenses e na desmilitarização da Faixa de Gaza.
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