A França enviará mais "meio terrestres, aéreos e marítimos" à Groenlândia nos "próximos dias", anunciou nesta quinta-feira (15) o presidente Emmanuel Macron, no momento em que os Estados Unidos ameaçam anexar este território autônomo da Dinamarca alegando motivos de segurança nacional.

Suas declarações chegam em um cenário de anúncios de países europeus — França, Alemanha, Suécia e Noruega — sobre o envio de soldados para este território do Ártico, no âmbito de uma missão militar europeia para apoiar a Dinamarca, que começa nesta quinta-feira. 

"Uma primeira equipe de militares franceses já está no terreno e será reforçada nos próximos dias com meios terrestres, aéreos e marítimos", afirmou Macron, em um discurso às Forças Armadas na base aérea de Istres, sudeste da França.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou anexar a Groenlândia alegando que o território é vital para a segurança de seu país, já que, caso não o faça, ela seria ocupada pela Rússia ou pela China. Washington afirmou que analisa comprá-la, sem descartar uma intervenção militar.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que rejeita a vontade americana de se apoderar deste território rico em recursos minerais, assinalou nesta quinta-feira que "um grupo de trabalho" está sendo formado para abordar como melhorar a segurança no Ártico.

"A França e os europeus devem continuar presentes onde os seus interesses estiverem ameaçados, sem escalada, mas inflexíveis no respeito pela soberania territorial", disse Macron, para quem "o papel" de seu país é "estar ao lado de um Estado soberano para proteger o seu território". 

O mandatário francês também fez um apelo para que não sejam poupados esforços para aumentar em 36 bilhões de euros adicionais (225,7 bilhões de reais, na cotação atual) o orçamento das Forças Armadas até 2030, em um contexto de elevados déficits e dívida públicos. 

"Para ser poderoso neste mundo tão brutal, é preciso ir mais rápido e mais forte", sublinhou Macron, para quem este montante adicional permitiria acelerar o rearmamento e reforçar a segurança face a uma Rússia vista como mais ameaçadora para a Europa.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

vl-tjc/pc/yr/aa

compartilhe