O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, alertou nesta terça-feira (13) que, se tivessem que escolher, os groenlandeses prefeririam permanecer com a Dinamarca a se juntar aos Estados Unidos, diante da insistência do presidente americano, Donald Trump, em anexar a ilha. 

"Estamos enfrentando uma crise geopolítica e, se tivermos que escolher entre os Estados Unidos e a Dinamarca agora, escolheremos a Dinamarca", declarou Jens-Frederik Nielsen em uma coletiva de imprensa em Copenhague, ao lado de sua homóloga dinamarquesa, Mette Frederiksen. 

A Groenlândia tornou-se o centro de uma grande controvérsia global devido à insistência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em controlar a ilha, um território autônomo da Dinamarca. 

No fim de semana, Trump chegou a afirmar que seu governo assumiria o controle da Groenlândia — atualmente um território autônomo da Dinamarca — "de um jeito ou de outro". 

"Há uma coisa que precisa ficar clara para todos: a Groenlândia não quer pertencer aos Estados Unidos. A Groenlândia não quer ser governada pelos Estados Unidos. A Groenlândia não quer fazer parte dos Estados Unidos", disse Nielsen. 

Por sua vez, Frederiksen admitiu que "há muitos indícios de que a parte mais difícil ainda está por vir". 

A conferência de imprensa conjunta serviu como plataforma para uma dura crítica à "pressão completamente inaceitável" exercida por um aliado tão próximo como os Estados Unidos.

Frederiksen enfatizou que "é claro que queremos fortalecer a cooperação em segurança no Ártico com os Estados Unidos, com a Otan, com a Europa e com os Estados árticos que fazem parte da Otan".

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