As Nações Unidas pediram, nesta terça-feira (13), uma investigação independente após um agente de imigração dos Estados Unidos ter matado a tiros uma mulher em Minneapolis na semana passada. 

Durante uma operação anti-imigração, Renee Good foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) enquanto dirigia seu veículo.

Após sua morte, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o agente provavelmente agiu em legítima defesa, versão refutada pela oposição democrata local, que citou imagens de vídeo do incidente. 

"Segundo a legislação internacional dos direitos humanos, o uso intencional de força letal só pode ser permitido como último recurso contra um indivíduo que represente uma ameaça iminente à vida", disse Jeremy Laurence, porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, a repórteres em Genebra. 

O porta-voz insistiu na "necessidade de uma investigação rápida, independente e transparente sobre a morte" de Renee Good, de 37 anos. 

Sua morte desencadeou uma onda de protestos em todo o país no último fim de semana, em cidades como Minneapolis, Nova York, Los Angeles e Boston. Apesar disso, o governo dos EUA anunciou no domingo o envio de "centenas" de agentes federais para Minneapolis.

"Instamos todas as autoridades a tomarem medidas para reduzir as tensões e a se absterem de qualquer incitamento à violência", exigiu Laurence. 

A cidade de Minneapolis e o estado de Minnesota anunciaram na segunda-feira que entraram com uma ação judicial contra o governo Trump devido às suas operações anti-imigração.

Illinois, outro estado democrata alvo da ofensiva anti-imigração de Trump, sobretudo em Chicago, iniciou processos legais semelhantes na segunda-feira.

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