Os presidentes dos principais bancos centrais do mundo expressaram sua "total solidariedade" ao Federal Reserve e ao seu presidente, Jerome Powell, nesta terça-feira (13), após uma investigação aberta contra ele, ao mesmo tempo em que defenderam a preservação da independência da instituição.
"Manifestamos nossa total solidariedade ao sistema do Federal Reserve e ao seu presidente, Jerome H. Powell", diz um comunicado assinado pelos presidentes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e dos bancos centrais da Austrália, Brasil e Canadá, entre outros.
"A independência dos bancos centrais é um pilar da estabilidade de preços, financeira e econômica, no interesse dos cidadãos que servimos", continua o comunicado, também assinado pelos governadores dos bancos centrais da Dinamarca, Coreia do Sul, Suécia e Suíça.
"O presidente Powell agiu com integridade, focado em seu mandato e com um compromisso inabalável com o interesse público", acrescentam.
O máximo responsável pela política monetária dos EUA anunciou no domingo que a Procuradoria federal abriu uma investigação criminal relacionada ao seu comparecimento perante o Congresso em junho para explicar a remodelação da sede da instituição.
Powell criticou a "ação sem precedentes" do governo Trump, afirmando que se tratava de um pretexto para influenciar as políticas do Fed.
"A ameaça de acusações criminais decorre do fato de que o Federal Reserve define as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que serve ao público, e não nas preferências do presidente", declarou.
No ano passado, Trump sugeriu demitir Powell e o chamou de "tolo" e "idiota" pelas decisões de política monetária do Fed.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
bcp/ajb/pc/avl/aa