O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda considera realizar ataques aéreos contra o Irã para deter a repressão contra os manifestantes, informou nesta segunda-feira (12) a Casa Branca.

A secretária de Imprensa Karoline Leavitt assegurou, no entanto, que o canal para a diplomacia segue aberto, e que, em conversas privadas com o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, o Irã adotou um "tom muito diferente".

"Uma coisa na qual o presidente Trump é muito bom é em manter sempre todas as suas opções sobre a mesa. E os ataques aéreos seriam uma das muitas, muitas opções que estão sobre a mesa para o comandante em chefe", disse Leavitt aos jornalistas.

A porta-voz acrescentou que a "diplomacia sempre será a primeira opção do presidente".

"O que estão ouvindo publicamente do regime iraniano é bastante diferente das mensagens que a administração está recebendo em privado, e creio que o presidente tem interesse em explorar essas mensagens", explicou.

Trump disse no domingo que o Exército dos Estados Unidos estuda "opções muito fortes" contra o Irã, ao afirmar que "parece" que a República Islâmica cruzou uma linha vermelha quando manifestantes foram assassinados.

O republicano, além disso, afirmou que os líderes iranianos solicitaram uma reunião, mas que os Estados Unidos poderiam "ter que agir antes" de um encontro.

O Irã "não busca a guerra, mas está totalmente preparado", afirmou nesta segunda-feira o chanceler Abbas Araghchi, em uma conferência com embaixadores estrangeiros em Teerã.

No entanto, o diplomata acrescentou que "também estamos preparados para negociar", mas ponderou que "essas negociações devem ser justas".

Simultaneamente, a Chancelaria iraniana afirmou que um canal de comunicação estava "aberto" entre o governo de Teerã e o enviado especial de Trump, apesar da ausência de relações diplomáticas.

Os protestos no país persa começaram em 28 de dezembro e, desde então, cresceram e evoluíram para um movimento que desafia o regime teocrático da República Islâmica.

A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, reportou nesta segunda ao menos 648 manifestantes mortos no Irã desde o início dos protestos contra o governo.

A secretária de Imprensa parecia confirmar que houve mortes durante as mobilizações. "Ele certamente não quer ver pessoas sendo assassinadas nas ruas de Teerã e, lamentavelmente, isso é algo que estamos vendo agora mesmo."

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