Os Estados Unidos afirmaram no sábado (10)  ter realizado ataques em grande escala contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, em resposta ao ataque que matou três americanos em dezembro naquele país. 

Em um comunicado divulgado no X, o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio (Centcom) explicou que conduziu, "em colaboração com forças parceiras, ataques em grande escala contra múltiplos alvos do EI em toda a Síria". 

A vizinha Jordânia indicou neste domingo (11) que participou desta operação, "com o objetivo de neutralizar as capacidades de grupos terroristas e impedi-los de se reorganizarem ou utilizarem essas áreas" para lançar ataques que ameaçam a "segurança regional", segundo um comunicado do exército. 

Os Estados Unidos já haviam contra-atacado o grupo jihadista após o ataque, atribuído por Washington ao EI, que matou dois militares americanos e um intérprete em 13 de dezembro na região desértica de Palmira. 

Em dezembro, os Estados Unidos já haviam anunciado que atacaram "redutos" do grupo jihadista, também com o apoio da Jordânia. 

Pelo menos cinco membros do Estado Islâmico morreram, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), uma ONG com uma ampla rede de fontes de informação na Síria.

Em janeiro deste ano, Reino Unido e França também realizaram ataques conjuntos para impedir, segundo o governo francês, "o ressurgimento do Daesh", a sigla em árabe para o Estado Islâmico. 

Durante a guerra civil que eclodiu em 2011 após protestos pró-democracia na Síria, o Estado Islâmico passou a controlar vastos territórios, incluindo a região de Palmira. Em 2019, foi derrotado por uma coalizão internacional. 

Apesar da derrota, seus combatentes, agora entrincheirados no vasto deserto sírio, continuam realizando ataques esporádicos.

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