O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, conversou nesta sexta-feira (9) com o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, sobre como reforçar a segurança no Ártico, depois das ameaças de Washington de tomar o controle da Groenlândia.

O presidente americano, Donald Trump, causou estupor entre os seus aliados recentemente ao se negar a descartar o uso da força militar para se apoderar do território autônomo da Dinamarca, um país-membro da Otan.

Trump afirma que controlar essa ilha, rica em recursos minerais, é crucial para a segurança nacional dos Estados Unidos, alegando a suposta ameaça que representariam China e Rússia no Ártico.

Rutte falou com Rubio sobre "a importância do Ártico para nossa segurança comum e sobre a maneira na qual a Otan trabalha para reforçar suas capacidades no Grande Norte", indicou uma porta-voz da aliança militar do Atlântico Norte.

A Otan, no entanto, vem tentando fazer com que Washington perca interesse na Groenlândia, destacando as medidas que está tomando para fortalecer a segurança na região.

A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen advertiu que qualquer ataque armado dos Estados Unidos para se apoderar da Groenlândia acabaria com a aliança militar ocidental, fundada há 76 anos.

Contudo, o general americano Alexus Grynkewich, chefe militar da aliança, considerou nesta sexta-feira que a Otan está longe de estar em "crise".

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