Um ataque em larga escala com drones russos deixou milhares de pessoas sem energia e aquecimento nas regiões ucranianas de Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia, informou na noite desta quarta-feira (7) a operadora estatal do serviço elétrico, enquanto as temperaturas invernais estão abaixo de zero.

A Rússia bombardeia seu vizinho quase todos os dias com aeronaves não tripuladas e mísseis desde que lançou sua invasão em larga escala em fevereiro de 2022.

Assim como em invernos anteriores, Moscou intensificou seus ataques contra as instalações energéticas da Ucrânia, o que provocou cortes de calefação e água, em uma estratégia que busca, segundo Kiev e seus aliados, desgastar a população civil.

"O inimigo realizou um ataque maciço com drones contra a infraestrutura energética de várias regiões", informou a operadora Ukrenergo pouco antes da meia-noite local desta quarta (19h em Brasília).

"Como resultado, a maioria dos consumidores das regiões de Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia, incluindo as capitais regionais, ficou sem eletricidade", acrescentou.

A infraestrutura energética crítica de Dnipropetrovsk foi danificada no ataque, segundo o seu chefe militar, Vladyslav Haivanenko.

"A situação é difícil. No entanto, assim que a situação de segurança permitir, os trabalhadores do setor energético começarão as tarefas de restabelecimento", publicou Haivanenko na plataforma de mensagens Telegram.

Em Zaporizhzhia, o abastecimento de energia foi restabelecido a "instalações-chave", mas a maioria dos consumidores continuava sem energia, segundo o governador Ivan Fedorov.

Kiev responde aos contínuos bombardeios contra sua rede elétrica com ataques a depósitos e refinarias de petróleo russas, com o objetivo de interromper as exportações energéticas vitais de Moscou e provocar escassez de combustível.

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