O presidente Donald Trump disse, neste sábado (3), que permitirá que as petroleiras americanas entrem na Venezuela para explorar suas grandes reservas de petróleo, após uma operação militar que terminou com a captura do líder do país, Nicolás Maduro.

"Vamos fazer com que nossas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer parte do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar dinheiro para o país", disse Trump em uma coletiva de imprensa.

Atualmente, a companhia petrolífera americana Chevron já opera na Venezuela graças a uma autorização especial.

Trump também afirmou que "o embargo a todo o petróleo venezuelano segue plenamente vigente".

Como parte de uma campanha de pressão militar contra a Venezuela, que durou várias semanas antes da incursão deste sábado, as forças americanas apreenderam pelo menos dois navios petroleiros que, segundo Washington, estavam sujeitos a sanções de seu país. 

Trump também alertou outras figuras políticas e militares na Venezuela: "O que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles".

A Venezuela, que está sob sanções petrolíferas americanas desde 2019, produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia e vende a maior parte no mercado paralelo com grande descontos.

Trump afirma que Caracas utiliza o dinheiro do petróleo para financiar "narcoterrorismo, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros".

Os Estados Unidos tiveram, durante décadas, a presença de suas companhias petrolíferas na Venezuela.

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