As tarifas impostas pelo México à importação de vários produtos de China, Brasil e outros países com os quais não tem um tratado comercial entraram em vigor nesta quinta-feira (1º).
Os encargos aduaneiros foram aprovados pelo Congresso em dezembro, ao final de um 2025 marcado pela guerra comercial iniciada pelo presidente americano Donald Trump, que ameaçou o México com tarifas desde que voltou à Casa Branca.
Analistas viram a medida imposta pelo governo mexicano como um alinhamento com os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, com vistas à revisão do tratado de livre comércio T-MEC, que inclui os dois países mais o Canadá.
As tarifas estão voltadas a diversos produtos dos setores de calçados, automotivo, têxtil e de brinquedos, entre outros, industrias com importante presença de importações chinesas.
Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil, 15% das exportações do país ao México poderiam ser afetadas pelas novas tarifas.
O Ministério da Economia assegurou que o objetivo principal da medida é "proteger cerca de 350 mil empregos" e "contribuir para a reindustrialização" do país.
Após a aprovação das tarifas no Congresso, um porta-voz do Ministério do Comércio da China disse que Pequim espera que "o México corrija esta prática equivocada de unilateralismo e protecionismo".
O governo brasileiro, por sua vez, se posicionou em uma nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 12 de dezembro, na qual informaram que o "Brasil tem mantido contato com autoridades mexicanas para tratar dos possíveis efeitos das mudanças tarifárias".
Em um comunicado difundido em 30 de dezembro, O Ministério da Economia mexicano afirmou que a medida "não está voltada para nenhum país em particular".
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