Especialistas independentes da ONU pediram nesta quarta-feira (14) que o governo venezuelano pare de manter opositores e ativistas incomunicáveis, uma prática equivalente a "desaparecimentos forçados". 

A chamada Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos citou o caso do advogado e ativista Eduardo Torres. 

Torres, membro da ONG Provea, de educação em direitos humanos, estava desaparecido desde 9 de maio até que o Ministério Público venezuelano confirmou sua prisão na terça-feira. 

"Manter membros da oposição isolados e incomunicáveis é uma prática perversa e ilegal que pode constituir crime internacional", disse Marta Valiñas, presidente da Missão, em nota.

O procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, disse que Torres foi "detido por seu envolvimento em uma conspiração para gerar violência durante as eleições [legislativas e regionais] marcadas para 25 de maio", acusações que podem gerar uma pena de 30 anos, a máxima na Venezuela. 

Segundo a ONG Foro Penal, há 894 detidos por motivos políticos na Venezuela, incluindo ativistas de direitos humanos como Rocío San Miguel e Javier Tarazona.

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