Setenta e duas pessoas morreram no único acidente de avião comercial do mundo em 2023, o "melhor" ano para a segurança da aviação segundo vários critérios, anunciou a IATA, a principal organização de companhias aéreas, nesta quarta-feira (28). 

No seu relatório anual, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) relatou um único acidente fatal em 2023, o de um ATR da companhia nepalesa Yeti Airlines que ligava Katmandu a Pokhara, que caiu pouco antes de pousar em 15 de janeiro. 

No total, a organização, que federa 320 companhias que representam 83% do tráfego aéreo de passageiros em todo o mundo, reportou 30 acidentes que causaram danos de pelo menos um milhão de dólares (4,9 milhões de reais), ou 10% do valor residual.

O relatório diz respeito a aeronaves de transporte regular ou fretado, de passageiros ou de carga, com peso superior a 5,7 toneladas na decolagem, com hélices ou com motor a jato. Os aviões de negócios, de turismo ou militares estão excluídos destas estatísticas. 

A taxa de acidentes situou-se em 0,8 por milhão de voos, contra 1,3 em 2022, e uma média de 1,19 nos últimos cinco anos, segundo a IATA. O risco de um acidente fatal caiu para 0,03 por milhão de voos, enquanto a média de cinco anos é de 0,11 por milhão.

Sendo assim, se uma pessoa voasse todos os dias seriam necessários "103.239 anos, em média, para sofrer um acidente fatal", explicou a associação, elogiando um ano marcado pelos "melhores resultados já obtidos [...] segundo alguns critérios".

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