O representante permanente de Marrocos na ONU em Genebra foi eleito nesta quarta-feira (10) presidente do Conselho dos Direitos Humanos, órgão encarregado de promover e proteger estes direitos no mundo. 

O embaixador Omar Zniber obteve 30 votos dos 47 membros deste Conselho, contra 17 do outro candidato, o sul-africano Mxolisi Nkosi. 

O grupo africano, que este ano apresentaria o candidato à presidência da organização, não conseguiu chegar a um acordo sobre um nome.

Depois de eleito, Zniber disse ao Conselho que deseja trabalhar para "responder às exigências do nosso trabalho comum, tão importante e fundamental: o da promoção, do respeito e da garantia dos direitos humanos, tal como são universalmente reconhecidos", segundo uma declaração da organização. 

Para Rabat, é "um sinal forte" da comunidade internacional a favor da sua "ação construtiva e liderança unificadora em questões fundamentais como o diálogo inter-religioso, a tolerância e a luta contra o ódio racial", segundo o Ministério das Relações Exteriores.

As ONGs marroquinas e internacionais denunciam repetidamente a repressão de jornalistas, ativistas e dos direitos humanos em Marrocos, especialmente recorrendo a processos por crimes de direito comum ou vigilância digital. 

As autoridades marroquinas são acusadas de utilizar o programa de espionagem Pegasus para hackear telefones de jornalistas, ativistas e políticos, tanto marroquinos como estrangeiros. Rabat nega estas acusações.

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