Extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) mataram pelo menos 14 combatentes pró-governo na Síria durante um ataque a um ônibus militar no deserto, anunciou nesta terça-feira (9) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
"Pelo menos 14 membros das forças do governo morreram e outros ficaram feridos em um ataque sangrento de membros do EI contra um ônibus militar no deserto de Palmyra", no leste da província de Homs (centro), disse o OSDH.
Segundo a ONG, este é o segundo ataque realizado pelo EI contra as forças do governo em janeiro, quando nove soldados do governo sírio e membros de milícias morreram em 1º de janeiro em um ataque do grupo contra postos militares no deserto oriental.
O EI intensificou recentemente os seus ataques na Síria contra as tropas do governo, especialmente a partir do deserto, para onde os seus combatentes recuaram após a perda, em 2019, dos vastos territórios que controlavam naquele país.
Os extremistas do EI estabeleceram um califado autoproclamado em junho de 2014 em uma vasta região que abrange o Iraque e a Síria. Uma coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, lutou contra a organização até que as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, tomaram o último reduto do EI, Bagouz (leste da Síria), em março de 2019, assinando assim a derrota territorial do grupo ultrarradical.
No entanto, o Estado Islâmico continua atacando regularmente as forças pró-governo e os membros das FDS no vasto deserto sírio.
A guerra civil na Síria, desencadeada em 2011 pela repressão às manifestações pró-democracia, deixou mais de meio milhão de mortos e dividiu o país.
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