O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o homem de 45 anos pelo feminicídio da namorada, Giovanna Neves Silvana Rocha, de 22 anos. O crime ocorreu em 9 de fevereiro em um apartamento na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Segundo a promotora de Justiça Ana Gabriela Brito Melo Rocha, o denunciado agiu por interesse no patrimônio da vítima e por sentimento de posse. A denúncia aponta que ele a asfixiou e, em seguida, forjou um cenário de suicídio para encobrir o assassinato.

Para o MPMG, o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e de modo a dificultar a defesa da vítima. A denúncia pede a pronúncia do acusado.

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No dia do crime, uma amiga encontrou Giovanna morta e despida em sua cama por volta das 13h. Ela foi ao apartamento após a jovem não comparecer a um almoço marcado nem responder às mensagens. A polícia foi chamada e confirmou o óbito no local.

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. A delegada Ariadne Elloise Coelho, do núcleo de investigação de feminicídios, explicou que a jovem tinha histórico de depressão e já havia tentado tirar a própria vida. A cena foi montada para reforçar essa hipótese, com caixas de medicamentos vazias na cama e na sala.

A investigação mudou de rumo após o laudo da necropsia confirmar a morte por asfixia mecânica direta. O resultado foi crucial, pois o corpo não apresentava sinais aparentes que indicassem o método do crime.

O relacionamento e o interesse financeiro

O casal estava junto há quatro meses. A investigação revelou que, logo no início, o suspeito começou a morar com a vítima sem ser convidado, levando seus pertences aos poucos. Ele também alterou as contas de condomínio e do apartamento para seu nome.

O imóvel na Savassi era uma herança do pai de Giovanna, falecido em julho de 2025. Ela também havia vendido outro imóvel herdado e tinha cerca de R$ 200 mil em sua conta bancária na época do crime. Não há informações se o suspeito conseguiu movimentar o dinheiro.

Após a morte da jovem, o homem continuou morando no apartamento e tentou oficializar uma união estável para ter direito aos bens. Ele chegou a enviar áudios a amigas de Giovanna pedindo ajuda no processo, usando um tom de ameaça com uma delas.

Relatos de amigos e familiares indicam que Giovanna, estudante de psicologia e gestão de saúde, mudou completamente seu comportamento após o início do namoro, tornando-se uma pessoa retraída. O suspeito, que era casado e pai de quatro filhos, tem histórico de processos por importunação sexual, violência psicológica e perseguição contra outras mulheres, incluindo a ex-esposa.

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Ele foi preso temporariamente em 15 de maio no próprio apartamento da vítima. A expectativa é que a prisão seja convertida em preventiva.

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