No dia seguinte ao rompimento de uma adutora na Rua Caetano Pirri, Bairro Milionários, Região do Barreiro, moradores e comerciantes ainda avaliam o tamanho do prejuízo. O abastecimento foi restabelecido na manhã desta terça-feira (8/9), segundo relatos feitos ao Estado de Minas. Mas a situação ainda está longe de ser resolvida. 

Camila Zanandrez é dona de uma clínica de estética que fica ao lado da academia atingida pela força da água. O local foi totalmente destruído pela água e pela lama, segundo a proprietária. “Perdi tudo”, resume. 

A empresária conta que na manhã desta terça-feira a clínica passou por uma perícia, feita a pedido da Copasa. Ela diz que não há prazo para que moradores e comerciantes sejam ressarcidos ou indenizados pelos prejuízos causados pelo rompimento da adutora. 

“Meu caso é mais complicado porque além do valor do ressarcimento de utensílios, materiais perdidos, móveis, pisos que precisam ser trocados, tem a questão da Vigilância Sanitária”, afirma. 

Entre os atendimentos que ela faz na clínica está a aplicação de produtos como botox e preenchimentos. “Isso é de responsabilidade da Vigilância Sanitária. Todo esse material ficou comprometido. Tenho uma autorização do órgão para trabalhar com os produtos no meu consultório. Uma vez que eu tenha que mudar qualquer estrutura nele, vou precisar submeter tudo isso à Vigilância novamente”, explica. 

Ela conta que ainda não conseguiu mensurar o tamanho do prejuízo que teve com o rompimento da adutora, mas uma coisa é certa: não poderá trabalhar.  “Minha sala está em risco contaminante porque o lixo ficou todo submerso. É meu único trabalho, é onde eu atendo. É minha única fonte de renda”, diz com angústia. 


Outros impactos

A empresária lembra que não trabalha apenas com procedimentos estéticos. Também atende pacientes que fazem tratamento com acupuntura e medicina chinesa. “Atendo pacientes com questões de saúde, que fazem tratamento com regularidade”, explica. Esses atendimentos devem ficar suspensos até que ela possa retomar as atividades na clínica. 

Segundo Camila, o próximo passo é fazer a contabilidade do que foi perdido. “É muito demorado. Depois da obra ainda tem o processo mais burocrático, para se restabelecer o atendimento, que é o alvará de funcionamento. É muito complicado.”

Ela estima que todo esse processo deve levar meses para ser concluído. “Além disso, eu pago aluguel. Tudo aconteceu da noite para o dia, não esperava. Atendi na sexta-feira, passei o fim de semana em casa e acordei na segunda-feira com essa notícia. A ficha nem caiu ainda”, afirma. Além dos prejuízos financeiros, ela reclama do impacto emocional da situação. “Os boletos vão continuar vencendo.”

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Procurada, a Copasa ainda não retornou. O espaço segue aberto. 

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