Um adolescente de 17 anos foi brutalmente espancado na madrugada do último sábado (5/9) dentro do Parque de Exposições do Camuru, em Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro. A família afirma que as agressões foram motivadas por homofobia.
O irmão do adolescente, identificado nas redes sociais como Pedro Araújo, publicou vídeos em seu perfil no Instagram relatando o ocorrido. O primeiro deles já ultrapassa 1,3 milhão de visualizações. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a confusão e o adolescente ferido gravemente.
“Tentaram matar o meu irmão. Eu achei que eu ia perder o meu irmão. Ele foi alvo de tentativa de homicídio. Ele foi alvo de homofobia. Ele chegou para curtir, como todo mundo. Mas uma menina — que eu não vou expor, aqui, agora — e o namorado dela acharam por bem humilhar ele na frente de todo mundo. Chamaram de ‘veado’, humilharam sem motivo. Um outro moleque chegou e empurrou ele; foi um empurrão muito forte. O cara meteu um chute, e ele caiu desmaiado. Depois disso, bateram muito nele. Meu irmão teve traumatismo craniano”, declarou Pedro, aos prantos.
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A denúncia de agressão motivada por homofobia está tendo forte repercussão nas redes sociais. A Exposição Agropecuária de Uberlândia (Camaru 2026) encerrou sua programação oficial no domingo (6/9). Na página do evento no Instagram foi emitido um comunicado intitulado “nota de repúdio” em relação às agressões sofridas pelo adolescente. A nota, publicada em vídeo, já teve mais de 289 mil reproduções.
“O Camaru 2026 repudia veementemente a agressão sofrida por um adolescente na madrugada de 5 de setembro, em uma das áreas de acesso no Parque de Exposições, e manifesta sua solidariedade à vítima e aos seus familiares”, diz parte do texto.
Segundo a organização, o adolescente recebeu atendimento no posto médico do Parque de Exposições. Depois, a vítima foi levada para um hospital por meio de ambulância disponibilizada pelo evento. O adolescente já teve alta, mas chegou a passar pela UTI, segundo informou o irmão nas redes sociais.
Em um dos vídeos publicados no Instagram, o irmão da vítima responde às pessoas que têm questionado o motivo de a família ainda não ter registrado boletim de ocorrência. “Meu irmão estava hospitalizado, ainda está debilitado, com muitas dores, dores fortes. Sabe o que é passar pela morte? Sabe o que é ver a morte? Sabe o que é sofrer um traumatismo craniano? E foi exatamente por isso que ainda nós não fizemos um boletim de ocorrência, porque ele ainda não tem capacidade para se deslocar da nossa casa até onde é necessário”, explicou.
A organização do evento também pontuou na nota que a família foi “orientada quanto à possibilidade de registro da ocorrência junto às autoridades policiais presentes no recinto”. A família, por outro lado, justificou que a preocupação imediata foi em prestar socorro ao adolescente, que estava gravemente ferido.
"O Camaru já está adotando as providências necessárias para apurar os registros disponíveis e para preservar as imagens do ocorrido, se captadas. O Camaru não poupará esforços para colaborar com a família e com as autoridades, disponibilizando, pelos meios cabíveis, os elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização de quem tenha praticado a agressão", finalizou a assessoria do evento.
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