O Corredor Ferroviário Minas-Rio terá concessão para manutenção, recuperação e modernização de toda sua infraestrutura.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou no último dia 27 a aprovação da versão final do edital. O trecho conta com 733 quilômetros de extensão, hoje operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

Segundo o relator do processo e diretor da ANTT, Marcelo Fonseca, o corredor pode se tornar uma referência para outros chamamentos públicos de autorização ferroviária. 

Para Fonseca, o diferencial é que são trechos já existentes a serem recuperados, e não novas ferrovias. Inclusive, esse é um modelo que a ANTT tem intenção de replicar em outros trilhos ociosos ou parcialmente abandonados.

Segundo Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da ANTT, o projeto tem viabilidade econômica e modelagem estruturada, além de ter endereçado e delimitado as controvérsias ambientais envolvendo povos originários. Ele, no entanto, não explicou quais controvérsias seriam essas. 

Ainda de acordo com ele, um fator que tem potencial para contribuir para destravar os investimentos do setor são as linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com valores maiores e prazos mais longos para os novos projetos ferroviários. O gestor também não entrou em detalhes sobre os valores de tais financiamentos.

Ainda em 2026, a Agência pretende publicar um outro edital, de chamamento público entre Arcos (MG) e Barra Mansa (RJ), além do edital da Estrada de Ferro 118, que ligará Vitória (ES) ao Porto do Açu (RJ).

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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