Uma menina de 10 anos escreveu uma carta para a mãe, de 33, relatando que sofria abusos sexuais cometidos pelo padrasto, de 31, havia cerca de dois anos. O caso foi denunciado à polícia na última semana, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), a ocorrência foi registrada no Bairro Palmital. Depois de receber o bilhete manuscrito pela filha, a mulher procurou uma unidade policial e denunciou o caso como estupro de vulnerável.
A mãe contou aos militares que, na carta, a menina relatou sofrer os abusos havia aproximadamente dois anos. Conforme o boletim de ocorrência, a criança teria explicado que demorou a contar o que acontecia porque acreditava que a mãe estava feliz no relacionamento e não queria atrapalhar. O casal estava junto havia cinco anos.
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Mãe afirma ter gravado conversa
Depois de receber o relato, a mulher decidiu mudar a posição de uma câmera de segurança instalada na garagem, direcionando o equipamento para a sala da residência.
Segundo o registro policial, a mãe pediu que a filha fosse até a casa para tomar banho. Antes de informar o padrasto sobre a presença da criança no imóvel, a mãe contou uma notícia de um padrasto que estuprava a enteada.
Conforme o relato da mulher à PM, o homem, inquietante com a história, foi até a residência e abordou a menina, que estava enrolada em uma toalha. Ele teria perguntado se ela havia contado à mãe sobre os supostos abusos.
Ainda segundo a ocorrência, o padrasto disse que a menina deveria ter falado primeiro com ele e que, dessa forma, ele teria parado com os abusos. A mãe afirma que a câmera registrou o diálogo e que possui as imagens e o áudio da conversa.
Diante da situação, a mulher pediu ajuda a um vizinho e procurou a Polícia Militar.
Suspeito nega acusações
O homem foi localizado e preso. Aos policiais, ele negou as acusações e afirmou ter uma filha de 9 anos. Disse ainda que sempre respeitou a integridade física da enteada, a quem, segundo ele, “trata como filha”.
A menina foi encaminhada ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens, em Belo Horizonte, para atendimento. O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Luzia.
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Nas redes sociais, a mãe afirmou posteriormente que o suspeito foi liberado por não ter sido preso em flagrante. A Polícia Civil foi procurada pela reportagem para esclarecer a situação e, até a publicação desta matéria, não havia respondido.
