O piloto do avião de pequeno porte que caiu na zona rural de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (25/8) foi levado para atendimento no Hospital João XXIII, no Centro da capital. Ele chegou na unidade de saúde transportado pela aeronave Arcanjo por volta das 10h30.
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O piloto, de 29 anos, acionou o paraquedas da própria aeronave e realizou um pouso de emergência em uma área de mata. Ele era o único ocupante da aeronave e foi retirado em segurança por populares após o pouso de emergência.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), o piloto está consciente e orientado, apresentando lesões leves.
Como a queda aconteceu?
Segundo informações preliminares do Corpo de Bombeiros, a aeronave, um ultraleve monomotor, teria apresentado uma pane durante um voo intermunicipal para uma possível manutenção. Em seguida, houve uma pequena explosão em algum componente, seguida de um princípio de incêndio.
Em imagens que circulam nas redes sociais, é possível ver a aeronave durante a queda e uma densa fumaça saindo do avião. Os registros mostram a fumaça aumentando enquanto a aeronave perde a altitude em direção à área de mata. Segundo as informações iniciais, a fumaça registrada durante a descida estaria relacionada ao acionamento do paraquedas da própria aeronave.
A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino a Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas. A Motiva Aeroportos, que administra o terminal, informou que a aeronave de prefixo PR-VMI, modelo SR22, decolou por volta das 7h45 desta terça-feira (25). Durante a operação, não houve qualquer comunicação entre o piloto e a Torre de Controle do Aeroporto da Pampulha relatando emergência, pane ou outra ocorrência.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também foi acionado para acompanhar a ocorrência e as providências relacionadas à aeronave.
A aeronave de prefixo PR-VMI, um Cirrus Design SR22, consta como regular no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). O avião é de uso particular e tinha o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro também não registra restrições para a aeronave.
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O modelo é de 2013 e conta com o CAPS (Cirrus Airframe Parachute System), sistema de paraquedas que cobre toda a aeronave. O equipamento é instalado de série nos modelos SR da Cirrus e foi acionado durante a queda.
