Uma operação conjunta entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Regional de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e da 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Mantena, na mesma região do estado, e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) cumpriu 22 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (20/8). A ação, batizada de "Occasus Solis", teve o objetivo de desarticular uma rede interestadual de tráfico de drogas.
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De acordo com o MPMG, a organização criminosa atuava na região do Vale do Rio Doce e tinha ramificações até o Espírito Santo. Os mandados foram cumpridos nos municípios mineiros de Governador Valadares, Ipatinga, Mantena, Itabirinha, Itanhomi, Central de Minas e Ataléia, e também na cidade capixaba de Guarapari.
Ao todo, 18 dos 22 alvos da operação foram presos. Outras duas pessoas foram detidas em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e de tráfico de drogas. Um dos investigados está foragido no exterior e, segundo o MPMG, teve a inclusão requerida na lista de difusão vermelha da Interpol (polícia internacional).
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Os agentes também apreenderam armas de fogo e porções de cocaína e de maconha. Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos alvos da operação, até o limite de R$ 3,49 milhões, além do sequestro de veículos utilizados no transporte de drogas.
A operação mobilizou aproximadamente 90 policiais militares e contou com o apoio do Gaeco Regional de Ipatinga, do Gaeco do MP do Espírito Santo e da PM de Rondônia.
Esquema
Durante as investigações, foram realizadas interceptações telefônicas e afastamento do sigilo bancário e fiscal, com a devida autorização judicial. Segundo o MPMG, as apurações apontaram a existência de uma estrutura empresarial de tráfico, composta por organização principal de caráter "atacadista", com base em Governador Valadares, e por cinco células menores de distribuição e revenda espalhadas pela região.
Os investigadores constataram que o grupo negociava maconha, cocaína e crack. A operação incluía divisão de tarefas definida entre fornecedores, transportadores, operadores financeiros, gerentes regionais e vendedores. A liderança da organização criminosa operava dentro do sistema prisional, por meio de aparelhos celulares introduzidos irregularmente nas unidades carcerárias.
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As investigações também identificaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro. A movimentação financeira ocorria em contas de terceiros e era incompatível com a renda declarada dos envolvidos. As atividades ilegais ainda incluíam empresas de fachada, envolvimento de adolescentes, emprego de violência para cobrança de dívidas e crimes contra a vida.
