A Defesa Civil de Belo Horizonte informou que provavelmente não realizará neste sábado (15/8) a vistoria no galpão da Associação de Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis (Asmare), atingido por um incêndio de grandes proporções durante a madrugada, no Bairro Prado, Região Oeste da capital.

Segundo o órgão, o Corpo de Bombeiros ainda trabalha no rescaldo do incêndio. A presença de fumaça e as altas temperaturas no interior da edificação impedem, por questões de segurança, a entrada e a permanência da equipe responsável pela avaliação estrutural.

Uma nova avaliação poderá ocorrer neste domingo (16/8), desde que o imóvel apresente condições adequadas e seguras. A vistoria, no entanto, ainda não está garantida e dependerá da conclusão dos trabalhos dos bombeiros, da dissipação da fumaça e do resfriamento da estrutura.

A Defesa Civil informou que realizará a vistoria assim que houver condições de segurança para a entrada da equipe no imóvel.

Asmare lamenta incêndio

Pelas redes sociais, a Asmare afirmou que o galpão atingido representa trabalho, história, luta, dignidade e o sustento de diversas famílias de catadores. “Neste momento de tristeza e incerteza, nos fortalecemos na união e na solidariedade de todos que fazem parte da nossa história. A Asmare agradece de coração toda solidariedade, carinho e apoio que estamos recebendo neste momento tão difícil”, informou a associação.

A entidade destacou que os prejuízos provocados pelas chamas vão além da estrutura física. “O incêndio atingiu não apenas um espaço físico, mas um lugar de trabalho, história, luta e sustento de muitas famílias. Seguimos unidos, com força e esperança, para reconstruir e continuar nossa caminhada”, completou.

Entenda o caso

Um incêndio de grandes proporções atingiu o galpão da Asmare na madrugada deste sábado, no Bairro Prado. Ninguém ficou ferido. Segundo informações repassadas ao Corpo de Bombeiros, o fogo teria começado por volta das 2h, depois de uma discussão entre pessoas em situação de rua que estavam em frente ao galpão. Um dos envolvidos teria lançado um objeto em chamas para dentro do imóvel, e o incêndio se espalhou rapidamente.

A grande quantidade de materiais combustíveis armazenados no galpão dificultou o combate às chamas. Aproximadamente 60 mil litros de água foram utilizados para controlar o incêndio. Uma retroescavadeira será usada para revirar os resíduos e permitir a conclusão do rescaldo.

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Devido às altas temperaturas, a edificação apresentou rachaduras nas paredes, o que motivou o acionamento da Defesa Civil para uma avaliação técnica. O Corpo de Bombeiros também informou que acionará a perícia da Polícia Civil para apurar as circunstâncias do incêndio e verificar a possibilidade de ação criminosa.

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