O avanço do período de calor e a redução da ocorrência de chuvas em Minas Gerais aumenta o risco de queimadas e incêndios em áreas de vegetação. Com o tempo mais seco, a vegetação perde umidade e fica mais suscetível à propagação das chamas. O alerta é do meteorologista e consultor em climatologia Ruibran Reis, diretor regional da Climatempo em Minas Gerais, que recomenda cuidados redobrados à população para evitar que pequenas fontes de fogo se transformem em incêndios de grandes proporções.

A preocupação ganha peso depois de Belo Horizonte registrar temperaturas próximas dos 35°C nos últimos dias. No domingo (9/8), os termômetros chegaram a 34,4°C na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na Pampulha. Nesta segunda-feira (10/8), a temperatura voltou a se aproximar dessa marca.

Segundo Ruibran, a tendência de redução das chuvas daqui para frente contribui para deixar o cenário ainda mais favorável à ocorrência de focos de incêndio.

"A possibilidade de ocorrência de focos de queimada aumenta bastante", afirmou o meteorologista.

O especialista ressalta principalmente como comportamentos cotidianos que podem parecer inofensivos, em condições de tempo seco, têm potencial para iniciar um incêndio.

Entre os cuidados está evitar jogar objetos às margens de rodovias ou em áreas de vegetação. Pontas de cigarro descartadas de maneira irregular, por exemplo, podem entrar em contato com material seco e provocar a ignição.

Ruibran também recomenda que a população não coloque fogo em terrenos, folhas, lixo ou qualquer outro material durante o período de estiagem. Segundo ele, a propagação das chamas pode ocorrer rapidamente diante das condições climáticas.

Calor e seca formam combinação de risco

O aumento do risco de queimadas ocorre justamente em um momento de temperaturas elevadas em Minas. Embora uma frente fria provoque uma queda temporária nas máximas a partir desta terça-feira (11/8), o alívio deve durar poucos dias.

A previsão é de que Belo Horizonte tenha máxima em torno de 27°C nessa terça-feira (11/8), com temperaturas mais baixas até quinta-feira (13/8). A partir de sexta-feira (14/8), os termômetros devem voltar a subir.

Para o restante de agosto, os modelos meteorológicos indicam tendência de temperaturas elevadas. De acordo com Ruibran, o cenário pode se prolongar durante o fim do inverno e a primavera, período em que novas ondas de calor podem ocorrer.

A combinação de calor e menor umidade exige atenção não apenas pela possibilidade de incêndios, mas também pelos efeitos sobre a saúde. Em períodos secos, a hidratação se torna ainda mais importante, especialmente durante os dias de temperaturas elevadas.

Atenção nas rodovias

As margens das rodovias estão entre os locais que exigem cuidado especial durante a estiagem. Além do risco provocado pelo descarte de cigarros, objetos deixados no ambiente podem contribuir para o início de focos de fogo.

A orientação é não jogar resíduos pela janela dos veículos e evitar qualquer prática que envolva fogo próximo à vegetação.

"Jamais colocar qualquer tipo de fogo para fazer qualquer coisa, porque pode se alastrar facilmente", reforçou Ruibran.

A recomendação vale para moradores de áreas urbanas e rurais, motoristas e pessoas que frequentam áreas de mata ou terrenos com vegetação seca.

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Com a previsão de continuidade do calor ao longo das próximas semanas, a prevenção se torna uma das principais ferramentas para reduzir a ocorrência de incêndios provocados por ação humana.

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