Um adolescente de 17 anos foi morto a tiros na quinta-feira (6/8), no Bairro Vila José Fagundes, em Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), o suspeito fugiu após o crime.
Segundo a corporação, a equipe foi acionada após uma denúncia de disparos de arma de fogo, por volta das 19h45. Os militares iniciaram um patrulhamento e, na avenida principal do bairro, encontraram o adolescente caído de costas, já sem sinais vitais e com ferimentos na cabeça e no tórax. Ele foi atingido com cerca de seis disparos.
Ao redor do corpo, os policiais localizaram estojos de munição deflagrados. A Polícia Civil foi acionada e a perícia oficial recolheu os itens encontrados no local.
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Testemunhas ouvidas no lugar relataram que um homem alto, vestido com roupas escuras e usando uma mochila preta chegou ao local em uma motocicleta azul, possivelmente uma Honda CB 300 ou uma Yamaha XRE.
Ainda conforme os relatos, esse homem teria conversado com a vítima por alguns minutos. Na sequência, ele estacionou o veículo, se aproximou do adolescente e o atacou. Em seguida, o suspeito fugiu.
O pai do adolescente estava próximo ao local quando foi avisado por populares de que o filho havia sido baleado. Segundo a PM, ele chegou a presenciar a fuga do suspeito.
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Ameaças anteriores
O pai da vítima contou aos policiais que a vítima morava anteriormente no Bairro Vista do Sol, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Segundo o responsável, o filho passou a receber ameaças de morte por suposto envolvimento com o tráfico de drogas. Por causa disso, o jovem se mudou para o município da Grande BH.
No entanto, o pai afirmou que, mesmo após a mudança, o adolescente teria continuado com as atividades ilícitas. A PC investiga se o envolvimento com o tráfico tem relação com o assassinato.
Celular encontrado
Policiais militares realizaram diligência na casa onde o jovem vivia com a namorada. Ela disse aos militares que estava em um estabelecimento comercial no momento do homicídio e chegou ao local depois do crime. Questionada sobre a autoria e a motivação, afirmou não saber quem matou o companheiro ou por qual razão.
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No imóvel, o celular do adolescente foi encontrado dentro de um saco de ração. A companheira se recusou a desbloquear o aparelho, que foi apreendido e encaminhado à Polícia Civil.
