O ex-vereador de Araújos, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Lucas Coelho, de 33 anos, reapareceu nas redes sociais com discurso religioso. Ele é suspeito de matar o ex-noivo em Formiga, na mesma região do estado. Em um novo vídeo publicado nessa quarta-feira (15/4) ele prega a paz, pede orações e faz críticas políticas.
No conteúdo, Lucas afirma que a verdade não se negocia, defende o papa Leão XIV, critica o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pede orações pela paz mundial. "Rezemos pelo papa Leão 14. Rezemos pela paz no mundo", disse.
Essa não foi a primeira publicação recente. Em 3 de abril, durante a sexta-feira da paixão, ele já havia compartilhado outro vídeo com mensagem religiosa. Na legenda, escreveu: "Vamos viver o amor e obediência de Jesus Cristo nesta sexta-feira santa com profunda consciência."
Crime aconteceu em Formiga
A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Lucas Coelho por homicídio qualificado no ano passado. O crime ocorreu em 29 de maio, no Bairro Sagrado Coração de Jesus, em Formiga. Conforme as investigações, o assassinato foi premeditado e executado por meio de emboscada.
A vítima, Jhonathan Silva Simões, de 31, manteve um relacionamento de cerca de um ano com o suspeito. Imagens do sistema de monitoramento mostram Lucas aguardando o ex-noivo em frente à residência. Logo após os disparos, ele fugiu em um carro preto sem placas.
A polícia apurou que o veículo havia sido alugado em Bom Despacho e devolvido posteriormente por um advogado.
Vereador renunciou ao cargo para não ser cassado
Lucas Coelho renunciou ao cargo na Câmara Municipal de Araújos em 12 de agosto do ano passado, após a abertura de um processo de cassação. De acordo com a defesa, apresentada pela advogada Isabela de Souza Damasceno, ele enfrenta transtornos psiquiátricos e realiza tratamento contínuo.
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Ainda segundo o documento, o processo político teria agravado seu estado emocional. Atualmente, Lucas cumpre prisão domiciliar desde 18 de julho, após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que concedeu habeas corpus e substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.
