Entre os dias 20 e 22 de outubro, Belo Horizonte foi palco de mais uma edição do Minas Trend. Com o tema Made in Minas, o evento reuniu cem marcas dos segmentos de vestuário, moda infantil, bolsas, calçados, joias e bijuterias.


Na abertura da feira, Rogério Vasconcellos, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais (Sindivest-MG), reforçou a importância da moda para o estado mineiro. “A cadeia da moda em Minas Gerais emprega 116 mil pessoas. A gente tem quase 9 mil indústrias dentro dessa cadeia. Um setor muito importante”.


Flávio Roscoe, presidente da Fiemg ( Federação das Indúsrias do estado de MG), por sua vez, chamou a atenção para a troca de eventos presenciais como o Minas Trend. “Aqui é como se fosse um lead, é onde o comprador vem, observa tudo e às vezes o pedido mesmo sai depois”.


Mais autoral

Quem passou pelo salão de negócios da feira observou a presença de importantes marcas de Minas e do país. Algumas, estiveram lá pela primeira vez, enquanto outras, retornaram ao espaço depois de anos de ausência.
No caso da Plural, esse retorno aconteceu no último ano, na 35ª edição da feira. No mais recente evento, a marca apresentou uma coleção assinada por Thiago Fróes, estilista e filho de Gláucia Fróes, uma das fundadoras.


“Essa coleção foi inspirada em uma viagem que eu fiz pela Califórnia, de carro, e passei por vários lugares. Eu fui para Los Angeles, Yosemite, São Francisco e desci toda a costa”, conta Thiago.


A coleção, que foi dividida em quatro drops, tem peças com tecidos mais leves e tons mais claros e também as mais estruturadas em tons mais escuros. Nas palavras do estilista, “a coleção vai ficando mais profunda”.
A Auá foi outra marca belo-horizontina que retornou à feira, também apostando em levar uma moda autoral e mais conceitual para um ambiente de negócios.


Depois de 13 anos longe do Minas Trend, a Notequal voltou com uma coleção que dialoga muito bem com o momento atual. As peças se comportam em corpos diferentes, com amarrações que se adaptam do P ao G. Aliás, as roupas da marca também poderiam ser personalizadas pelos compradores, que escolhiam os modelos e o tecido dentre os disponíveis para a produção.


Personalização

A Patogê voltou ao salão de negócios com um estande imponente, tanto no tamanho quanto na proposta. Todo aberto, ele convidava o público a entender todo o processo por trás da produção do jeans.
Lá mesmo, no Minas Trend, os clientes poderiam escolher a etiqueta, acabamentos e aviamentos usados nas peças e ainda acompanhar o processo de desgaste do jeans em tempo real.


Estreias

A Reptilia, fundada em Curitiba pela arquiteta e designer Heloisa Strobel, esteve pela primeira vez no Minas Trend. “Foi um convite muito especial, estamos nos abrindo mais para esse mercado do atacado, o que acaba sendo uma pulverização da marca por todo Brasil”, conta.


A marca levou duas coleções para o evento e peças atemporais com pitadas de tendências. “A Reptilia traz uma atemporalidade em peças que a mulher pode usar por muitos anos, mas a gente gosta de trazer tendências, porque elas fazem parte do desejo que constrói a compra de uma peça de roupa”, destaca Heloisa.
E dentre as principais tendências apresentadas pela arquiteta estão o jacquard, a silhueta barrel, o volume e o conforto.


Outra marca que estreou na feira foi a Almacor. Conforme explica a fundadora e sócia Cynthia Jaber, não foi levada nenhuma coleção específica, mas sim, grandes sucessos. “A gente lança as roupas por obra, não produzimos tanto. Se eu colocasse tudo aqui, acho que ia ficar muito cheio e que não íamos conseguir mostrar o que eu queria”.


Para ela, conversar e contar para o comprador todo o propósito da marca que usa obras de jovens artistas com deficiência como estampa para peças coloridas e vivas não tem preço. “Estar aqui, contar histórias e ver qual projeto mais se aproxima do cliente é o que dá mais certo tanto para a Almacor quanto para o cliente”, diz.


A marca catarinense Lalibela também estreou no Minas Trend depois de ter marcado presença no Minas Showroom ainda neste ano. Assim como as demais, ela almeja ampliar o relacionamento com compradores de todo o país que passam pela feira.


A jovem bontë, de Maria Clara Duca, também esteve pela primeira vez na feira e levou as primeiras peças lançadas, com foco na malha technoblock. “Ela não amassa, não absorve calor, respira com o corpo”, conta.
Tecidos tecnológicos

Um dos grandes destaques do salão de negócios foi justamente o conforto, sobretudo por meio dos chamados tecidos inteligentes, como acontece com a bontë, que se preocupa em deixar as clientes elegantes do início ao fim do dia.


Na Plural, o tecido inteligente está em diversas peças, há capas com material repelente à água, malhas respiráveis e tecidos planos que permitem que “mesmo com 35 graus, você não sue”, segundo Thiago Fróes.
Na Reptilia o tecido inteligente também é sinônimo de praticidade e elegância. Na coleção Calor Urbano, ele mostra a importância de se proteger o corpo das altas temperaturas. Segundo Heloisa Strobel, o uso desse material também dialoga com uma mulher atual que quer conforto e que viaja muito. “As peças não amassam na mala”, destaca a arquiteta.

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Na Bianza, marca muito reconhecida pela camisaria e acabamento impecável nas peças, a tecnologia também já virou aliada nas últimas coleções. Um tecido inteligente está em itens que traduzem conforto e a modernidade explicitada na nova coleção. 

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