Todas as matérias sobre a roupa de praia que revolucionou o vestuário feminino para nadar e tomar sol começa citando o primeiro biquíni moderno que foi desfilado por Micheline Bernardini, uma jovem dançarina do Cassino de Paris. E não se pode fugir dessa referência história porque foi muito polêmica.
A peça, confeccionada com cerca de 76 cm de tecido de algodão estampado com motivos que simulavam notícias de jornal, chamava atenção por suas dimensões reduzidas em relação aos trajes de banho da época. Sua escala era frequentemente destacada pela comparação com uma caixa de fósforos, utilizada como elemento cênico na apresentação.
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O nome “biquíni” faz referência ao Atol de Bikini, local onde os Estados Unidos iniciaram testes nucleares poucos dias antes do lançamento da peça. A escolha do nome buscava sugerir o impacto e o caráter disruptivo do novo traje, em analogia ao contexto geopolítico do período.
No último dia 7, Dia Mundial do Biquini, a icônica peça de roupa que revolucionou a moda praia e se tornou um símbolo de liberdade e audácia completou 80 anos. Agora faz parte do clube preferencial 80+.
O engraçado disso tudo é que pesquisas históricas mostram, em alguns mosaicos romanos do século 4, mulheres usando duas peças de roupa bem parecidas com os primeiros trajes de banho criados séculos depois. Outro fato relevante é que, até o final do século 18, as pessoas costumavam nadar usando suas roupas íntimas ou simplesmente sem nada, pois não sentiam a necessidade de trajes específicos para atividades aquáticas.
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Apresentado pela primeira vez em 1946, em uma piscina pública de Paris, o biquíni foi criado por Louis Réard e foi a dançarina de boates que posava para revistas, Micheline Bernardini, a escolhida para usar o biquíni, porque nenhuma modelo havia aceitado o convite. Escolhida, ou a única que aceitou?
Para a época, o modelo era extremamente ousado. Aparecer em público com uma peça tão pequena, que deixava o umbigo à mostra, era considerado vulgar. Como Réard sabia que sua invenção era, no mínimo, escandalosa para a época, decidiu estampar o primeiro biquíni com diversos jornais. Afinal, no dia seguinte de seu lançamento, a peça certamente seria manchete nos periódicos ao redor do mundo. Mesmo sendo proibido em vários países, como nos Estados Unidos. No Brasil, país tropical, de ideais mais liberais, coube a Jânio Quadros, então presidente, proibir seu uso em locais públicos. A roupa foi considerada vulgar e um atentado ao pudor.
Em 1951, a primeira edição do concurso Miss World, realizado em Londres, vetou o uso da peça. Outras competições acompanharam a tendência. Mesmo assim, nada impediu que o biquíni continuasse ganhando novas entusiastas. Uma das maiores responsáveis pela normalização e popularização do biquíni foi a atriz Brigitte Bardot, que apareceu usando um modelo em seu filme “E Deus criou a mulher”, rodado em 1956.
Hot Pant
História
A famosa jornalista Diana Vreland (1903-1989), em um de seus artigos, o considerou “a invenção mais importante do século”. Proibido por Jânio Quadros, era usado desafiadoramente pela atriz Carmen Verônica, que arrastava multidões em frente ao hotel Copacabana Palace, quando aparecia usando o modelo batizado como “engana mamãe”. Foi só a partir da década de 1950 que os biquínis foram introduzidos e se popularizaram, trazendo um estilo mais curto, confortável e leve.
A história do biquíni não para por aí. Nos anos 70, o modelo estilo tanga começou a aparecer nas praias. Com calcinha mais cavada, cintura baixa e parte de cima menor, a peça se popularizou rapidamente.
A prática entre as mulheres de enrolar a parte lateral do biquíni, deixando-o mais cavado, serviu de inspiração para a criação dos modelos asa-delta, que deram origem ao famoso fio dental, com uma proposta ainda mais ousada e sensual. Nos anos 1980, outros modelos como o sutiã cortininha e as calcinhas com laços laterais também foram ganhando espaço nas praias e piscinas ao redor do mundo.
A importância dessa moda chegou à Alemanha, onde foi criado um museu que expõe mais de 4 mil peças de biquíni. Com o passar dos anos, a indústria da moda de biquínis evoluiu significativamente, oferecendo uma ampla diversidade de estilos, cortes e tamanhos para atender às preferências e necessidades de tipos de corpos. Além disso, a sustentabilidade tornou-se uma preocupação na indústria, com a utilização de materiais reciclados e práticas sustentáveis.
2027
Nas tendências para a moda praia no verão 2027, principalmente para os biquinis, destacam a versatilidade e o minimalismo elegante. Os maiores sucessos incluem biquínis modulares (que permitem criar amarrações diferentes), cortininhas com detalhes metálicos ou pedrarias, e a forte presença do estilo retrô com cintura alta.
Cinco estilos vão dominar as novas coleções:
Modelos Modulares e Multiuso: feitos para quem ama versatilidade, permitem que você mude a forma de amarrar ou até use as peças em camadas. Perfeitos para quem gosta de visuais diferentes com poucas peças, indo da praia direto para um barzinho.
Retorno do Cortininha com Toque Moderno: o clássico biquíni cortininha chega em 2027 atualizado com acessórios e acabamentos refinados. Detalhes como argolas de resina, ponteiras de metal nas fitas e correntes nas alças são o grande destaque para dar um "up" no visual.
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Cintura Alta (Hot Pants): cintura alta continua em alta e traz uma forte inspiração retrô. Oferecem muito conforto, segurança e valorizam diferentes tipos de corpos. A ideia é unir a elegância do passado com recortes modernos na parte superior.n
