Uma das mais importantes escolhas de um casamento é, sem dúvidas, o vestido da noiva. Muitas mulheres nascem imaginando a roupa com que irão, um dia, se casar. E quando chega a hora de escolher o modelo, muitos fatores podem impactar – seja o orçamento, variedade de modelagens e texturas, prazo, etc. Em meio a tanta confusão, uma decisão importante é definir se o vestido será feito sob medida, comprado ou alugado.
E quando falamos dessa última opção, há muitos facilitadores, como os prazos que podem ser mais curtos já que as peças estão prontas e exigem menos provas. No caso de aluguel é possível experimentar uma variedade de modelos e ver qual ficará melhor, apesar de depender do que está disponível, e ainda tem a possibilidade de fazer um do zero, no caso de primeiro aluguel.
Modelo Tete Rezende Unique
Os preços de um aluguel são bem mais baixos, o que é uma grande vantagem para boa parte das noivas. No caso de ser o primeiro aluguel o valor gira em torno de 30% a mais. Ainda há o fator sustentabilidade e economia circular, afinal, quando é alugado, muitas vezes o vestido é usado cerca de quatro vezes e ainda é vendido ou doado depois disso.
Esse é um ponto para o qual Tete Rezende, sócia da marca homônima que é referência em moda noiva na capital mineira, joga luz. “Minha filha sempre diz que a economia circular é uma das coisas mais interessantes que estão acontecendo. E acho importante destacar que os nossos vestidos em geral são alugados no máximo quatro vezes. Depois disso, são doados”.
A marca já atravessa gerações, vestindo inclusive filhas de noivas. Nesse ponto, se destaca a capacidade de inovar, atender aos desejos das jovens noivas, mas sem perder a essência. “As meninas sabem muito de tudo, então são muitas fontes de inspiração, nós tentamos ouvi-las e nos adequar ao estilo de corpo de cada uma. Somos muito preocupadas com o que veste bem”, conta Tete, enfatizando o trabalho criterioso de sua irmã, Patrícia Rezende, a estilista da marca.
Além do aluguel, a empresa trabalha também com os sob medida. Eles podem ser vendidos ou alugados pela primeira vez – o que diminui consideravelmente os custos. Segundo Tete, um vestido para a venda chega a ser 60% mais caro que o primeiro aluguel.
Hoje, Tete diz enxergar noivas que se preocupam com suas próprias personalidades. Texturas de tecidos, rendas diferentes e alguns bordados são parte da tendência atual. As cores também começaram a aparecer de forma sutil, hora em aplicações, pinturas à mão, fundo da renda, etc.
Modelo ana karlota
Mãe e filha
Já tem 14 anos que Ana Silva e sua filha, Katiucia Silva, mais conhecida como Kati, se dedicam à produção de vestidos de festa. O foco em noivas veio depois de dois anos da empresa intitulada Ateliê Ana Karlota, por meio de pedidos das próprias clientes. “Percebemos que era um mercado grande e com essa carência de algo mais artesanal”, conta Kati.
O negócio de mãe e filha chegou a sair um pouco do eixo que elas gostariam há uns anos. “Começamos a receber muitos pedidos parecidos”, conta Kati, destacando que as referências muitas vezes coincidem.
Esse foi um dos motivos de Kati e Ana investirem ainda mais no aluguel, modelo em que as coleções são totalmente pensadas e lançadas por elas. “Agora a gente atende sobretudo as noivas que de fato buscam o nosso trabalho”, explica, reforçando que, apesar disso, continuam atendendo algumas demandas do sob-medida e primeiro aluguel.
Pensando nessa retomada do estilo próprio, a mais recente coleção da Ana Karlota foi intitulada “Essência”, e exprime bem a identidade de uma mulher moderna, elegante e cheia de personalidade. Por ano, a marca lança duas coleções para aluguel. Peças mais antigas (cerca de três coleções passadas) são vendidas em um bazar.
Modelos internacionais
A Fabíola Cardoso, à frente da empresa de mesmo nome, hoje trabalha exclusivamente com aluguel de vestidos de marcas espanholas. “São feitos em tecidos nobres que não achamos aqui, o acabamento é perfeito, a noiva literalmente encaixa na estrutura do vestido”, destaca a proprietária. Além disso, as marcas internacionais acabam lançando tendências com alguma antecedência quando comparadas às nacionais, segundo Fabíola.
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Lá, são vendidas duas coleções anualmente, a primeira chega em julho e a segunda em dezembro. Por lá, os vestidos costumam ser alugados por no máximo três vezes. As noivas que desejarem o primeiro aluguel podem reservar um vestido para que ninguém o vista antes dela ou encomendar outro novo para que seja a primeira a usar. Isso, evidentemente, onera o orçamento.
