Para muitas mulheres, a costura representa uma forma de expressão, autonomia e, principalmente, de afeto. A assistente administrativa Francilene Cordeiro mostra como o trabalho manual pode fortalecer laços e criar memórias, especialmente em uma era dominada pela tecnologia.

Francilene cresceu vendo a mãe costurar para a família e para oficinas. “Eu me encantava com o que ela fazia, mas não tinha interesse em aprender”, recorda. A vontade de aprender surgiu apenas na vida adulta, com a chegada dos filhos, quando sentiu uma grande necessidade de dominar a técnica.

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Há cerca de cinco anos, ela buscou aprofundar seus conhecimentos na Sigbol, uma escola de moda e costura. Lá, aprendeu modelagem, corte e o manuseio da máquina, habilidades que hoje integram sua rotina.

Embora ainda trabalhe como assistente administrativa, Francilene está em transição de carreira para o universo da arte. A costura já se tornou uma aliada importante nesse processo. Atualmente, sua produção é para uso pessoal, mas ela planeja transformar a paixão em uma fonte de renda complementar ou principal no futuro.

A prática está diretamente ligada à maternidade. Ao criar peças personalizadas para os filhos, Francilene realiza desejos que o mercado nem sempre oferece, como roupas de personagens, looks temáticos para aniversários ou produções no estilo “tal mãe, tal filho(a)”.

“O processo criativo é a parte mais legal, nós pensamos juntos no que fazer e eles amam quando faço algo especial e do jeitinho que eles pediram. Adoram escolher tecidos e estampas”, conta.

Uma criação marcante foi um vestido “tal mãe, tal filha” feito durante o curso na Sigbol para o aniversário de quatro anos da filha. “Os vestidos ficaram lindos. Usamos na festa e em outras ocasiões depois. Foi muito especial.”

Autonomia e memória afetiva

Elizângela Gomes, professora na Sigbol, destaca que a costura vai além da técnica. “Quando uma mãe aprende a costurar, ela não está apenas adquirindo uma habilidade. Ela está criando autonomia, fortalecendo sua autoestima e, muitas vezes, abrindo portas para uma nova fonte de renda”, explica.

Segundo a professora, o principal valor está na construção de memórias afetivas com os filhos, algo que peças compradas prontas não conseguem substituir.

“Cada peça carrega mais do que estética, elas levam afeto em cada detalhe, na escolha da estampa, nos acabamentos, na ocasião em que foi feita. São muitos sentimentos envolvidos, e que serão guardados para sempre”, conclui Francilene.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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