Aquela sensação frequente de ardor, vermelhidão ou repuxamento pode ser um sinal de pele sensível. Estudos recentes publicados pela Galderma indicam que até 70% da população mundial relata algum grau de sensibilidade. No Brasil, levantamentos apontam que até 84% das pessoas afirmam apresentar algum nível dessa condição.

A médica dermatologista Livia Kanayama explica que, durante o Mês da Pele Sensível, é importante entender os sinais, gatilhos e cuidados necessários para manter o equilíbrio cutâneo.

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Quais são os principais sinais?

A pele sensível costuma ter reações exageradas a estímulos que normalmente seriam bem tolerados. O paciente percebe que a pele reage com facilidade a mudanças de temperatura, uso de certos produtos ou até em situações de estresse.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • sensação de queimação;

  • coceira;

  • ressecamento;

  • repuxamento;

  • vermelhidão.

Em alguns casos, a pele também pode apresentar descamação leve e maior tendência à irritação após exposição ao sol, poluição ou uso de cosméticos inadequados.

O que pode desencadear as crises?

A condição é multifatorial, associada tanto à predisposição individual quanto a fatores ambientais e comportamentais. Entre os principais gatilhos estão mudanças bruscas de temperatura, estresse, exposição solar sem proteção, poluição e banhos muito quentes.

Fatores internos como alterações hormonais, deficiências nutricionais e o comprometimento da barreira cutânea também podem aumentar a sensibilidade da pele. Segundo a especialista, identificar esses fatores é fundamental para reduzir as crises.

Como a menopausa pode influenciar?

Durante a menopausa, a queda progressiva do estrogênio pode comprometer a barreira da pele, reduzindo componentes como colágeno, ceramidas e ácido hialurônico, aponta pesquisa do “Journal of Cosmetics”. Como consequência, a pele tende a ficar mais seca, frágil e reativa.

Estima-se que até 82% das mulheres durante essa transição apresentem disfunção da barreira cutânea, o que pode resultar em aumento da perda de água, xerose e maior hipersensibilidade.

Quais são os cuidados mais indicados?

O cuidado envolve identificar os gatilhos e adotar uma rotina delicada, com produtos que limpem sem agredir, hidratem e fortaleçam a barreira da pele. "A escolha correta dos dermocosméticos faz muita diferença. Fórmulas suaves, com ativos hidratantes e reparadores, ajudam a reduzir a reatividade", destaca Livia.

A nutrição também desempenha um papel importante. Nutrientes como lipídios essenciais, vitaminas C, D e E, zinco, fibras e prebióticos ajudam a fortalecer a barreira cutânea.

A influenciadora Alana Marins, que possui pele sensível, reforça a importância de prestar atenção aos sinais do corpo. “A informação e o acompanhamento adequado são fundamentais. Desde que comecei a usar os produtos da marca Cetaphil específicos para o meu tipo de pele, percebi uma mudança incrível”, afirma.

Com a rotina de cuidados correta e produtos adequados, é possível reduzir a sensibilidade, fortalecer a barreira cutânea e manter a pele mais saudável e confortável no dia a dia.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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