A crescente expectativa de vida no Brasil tem ampliado o debate sobre longevidade, mas o cenário ainda revela um desafio para os homens. Eles vivem menos que as mulheres, segundo dados de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média feminina é de 79,9 anos, enquanto a masculina alcança 73,3 anos, uma diferença de 6,6 anos.
Esse número reflete um histórico de menor atenção à saúde por parte do público masculino. Contudo, a realidade começa a se transformar à medida que novas gerações passam a enxergar o cuidado de forma contínua, integrando o bem-estar ao cotidiano e desenvolvendo uma relação mais consciente com o envelhecimento.
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Essa evolução já impacta o mercado. Dados da Homenz, rede especializada em saúde e estética masculina, mostram que mais de 34 mil pacientes foram atendidos em 2025. Os procedimentos incluem mais de 17 mil capilares, 4 mil faciais e 3 mil corporais. A empresa, fundada em 2019, faturou R$ 160 milhões no mesmo período, consolidando um novo perfil de consumo.
O avanço está no perfil, não apenas na oferta
O crescimento do setor não se limita à ampliação de serviços, mas à mudança de mentalidade. O homem adota uma postura mais preventiva em relação à saúde, e não apenas reativa. Para Luiz Fernando Carvalho, fundador e CEO da Homenz, essa transformação está ligada à forma como os homens encaram o próprio bem-estar.
“Ainda existe uma diferença importante na expectativa de vida entre homens e mulheres, e isso está diretamente ligada ao comportamento. O cuidado preventivo ainda não faz parte da rotina de muitos homens, mas esse cenário está mudando”, afirma Carvalho.
Empresas especializadas atuam como uma porta de entrada para hábitos mais consistentes. A Homenz, que soma 71 unidades em operação e 50 em implantação, combina tratamentos com acompanhamento contínuo para incentivar a incorporação do cuidado no dia a dia. “Nosso objetivo é ampliar o acesso ao cuidado contínuo, mostrando que o bem-estar não deve ser tratado como algo eventual”, completa o executivo.
Nova dinâmica do bem-estar reconfigura o mercado
O impacto dessa mudança ultrapassa o comportamento individual e reorganiza o setor. Impulsionado pela exposição nas redes sociais, o bem-estar se consolida como estilo de vida. Práticas como cuidados com a aparência, treinos e alimentação ganham espaço fixo na rotina das pessoas.
O movimento também se reflete nos números. A indústria da longevidade movimenta mais de US$ 25 trilhões por ano, segundo o Bank of America. Já a chamada “economia prateada” deve atingir US$ 33 trilhões até 2030. “Quem entende essa mudança antes consegue se posicionar melhor e sair na frente em um mercado cada vez mais orientado por hábitos e recorrência”, conclui Luiz Fernando.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
