O design de interiores traz as transformações do comportamento contemporâneo e revela novas formas de se relacionar com os espaços. Mais do que estética, os projetos devem priorizam bem-estar, funcionalidade, conforto e identidade/personalidade do morador, criando assim ambientes que acompanham a rotina e o estilo de vida do cliente.
Na sala, o azul claro Rio Danúbio cria um clima sereno e visualmente mais fresco, equilibrando conforto e luminosidade - Projeto Duda Senna
O profissional deve atender os quesitos acima usando as tendências do momento como design naturalista, minimalismo afetivo e maximalismo moderado que estão ganhando destaque por traduzirem escolhas conscientes e alinhadas às necessidades dos usuários. A casa deixa de ser apenas um cenário para uma bela foto de revista e passa a ser um lar que representa o estilo de vida da família e oferece equilíbrio físico e mental.
Para Renata de Figueiredo, arquiteta e urbanista especialista em Design de Interiores e Neuroarquitetura do Senac EAD, projetar hoje exige sensibilidade para compreender o comportamento humano e transformar espaços em experiências significativas. “Há uma busca crescente por ambientes que acolham e que façam sentido para quem vive ali. O belo deixou de ser um padrão e passou a ser algo pessoal, ligado à identidade, às memórias e ao estilo de vida de cada indivíduo”, afirma.
Segundo Renata, o design biofílico integra materiais naturais, iluminação adequada e elementos vivos aos projetos, promovendo conforto e bem-estar. “Madeira, pedras, tecidos orgânicos, jardins verticais e a valorização da luz natural impactam diretamente a saúde mental e a funcionalidade dos ambientes”, explica.
O minimalismo afetivo responde ao excesso visual e ao consumo impulsivo, propondo uma curadoria consciente de objetos com valor emocional. Já o maximalismo moderado permite explorar cores, texturas e padrões de forma equilibrada, criando espaços expressivos sem perder harmonia.
Cores das paredes
A escolha das cores pode interferir não apenas no conforto visual, mas na forma como sentimos o calor no dia a dia. Tons claros e frios tendem a transmitir uma sensação visual de frescor, enquanto cores muito escuras ou quentes podem tornar os espaços mais carregados, mesmo quando a temperatura real não se altera. A Suvinil selecionou cores que ajudam a amenizar a percepção de calor nos ambientes.
No caso do branco, a explicação passa pela física: superfícies claras refletem mais a luz e absorvem menos energia do que tons escuros. Com isso, há menor retenção de calor nas paredes e uma sensação visual mais leve e iluminada. O efeito é sutil, mas perceptível.
Para quem busca a sensação de frescor, mas prefere ir além do branco, há boas alternativas. Tons claros e bem dosados também contribuem para ambientes visualmente mais leves e agradáveis, desde que preservem a luminosidade e não comprometam a percepção de amplitude. É o caso das cores Papel Picado e Barbante, dois tons suaves que funcionam como neutros quentes. A combinação traz aconchego sem pesar.
As cores frias também são aliadas quando a proposta é trazer mais conforto visual para os dias quentes. Azuis suaves, como o Rio Danúbio, ajudam a criar uma atmosfera tranquila e equilibrada, associada à água e ao céu. Em versões claras, esses tons preservam a luminosidade do espaço e reforçam a sensação de leveza.
Essa lógica não se limita aos espaços internos. A cor da fachada também influencia a forma como o calor é percebido na casa como um todo. Superfícies externas recebem sol direto ao longo do dia e, quando pintadas em tons claros, refletem mais luz e acumulam menos energia do que cores escuras. Mesmo dentro de uma paleta quente, optar por versões mais luminosas ajuda a reduzir a sensação de peso térmico e torna áreas externas e de transição mais agradáveis no uso cotidiano.
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Quais cores evitar se você quer manter a casa fresca? Quando a ideia é preservar uma leitura mais leve, evite tons muito escuros como preto, grafite, marrom fechado e azul-marinho, absorvem mais energia e tendem a intensificar a sensação de peso nos ambientes. Isso vale para cores muito saturadas, especialmente em grandes áreas, como vermelhos profundos, laranjas vibrantes e amarelos fechados. Isso não significa que essas cores precisem ser descartadas, mas usadas com moderação, em detalhes ou pontos específicos.
