A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) apresentou, no 2º Florestas Uai, o posicionamento "Florestas Pensadas", iniciativa inédita para fortalecer a identidade do setor e aproximá-lo da sociedade. Com Minas Gerais como líder nacional em florestas plantadas, a campanha busca valorizar sua relevância econômica e ambiental, promovendo um diálogo transparente sobre sustentabilidade e inovação. O projeto será lançado no próximo semestre, destacando as contribuições do setor e combatendo mitos que afetam sua imagem.
A nova marca responde à histórica fragmentação de identidade no setor e propõe uma imagem unificada e moderna. Adriana Maugeri, presidente da AMIF, afirmou que o objetivo é aproximar o setor da sociedade, destacando seus valores e a relevância econômica e ambiental de Minas Gerais. O posicionamento visa corrigir informações equivocadas e mitos que, por tempo, distorceram o entendimento do setor.
"O posicionamento do setor é tão importante porque há uma crise de identidade dentro do setor florestal brasileiro, de próprio entendimento. Quando eu tenho várias possibilidades ao mesmo tempo, fragmento o meu posicionamento, a minha comunicação e o entendimento. Isso abre espaço para contra informações negativas, mitos, falácias que não fazem sentido", explica.
O projeto "Florestas Pensadas" busca resgatar o orgulho dos mineiros, ressaltando Minas Gerais como referência nacional em florestas plantadas e promovendo a transparência e entrega de resultados. A campanha, com lançamento previsto para o início do próximo semestre, pretende alcançar o público que ainda desconhece as contribuições e os benefícios trazidos por essa atividade. Ao mesmo tempo, a iniciativa incentiva parcerias com instituições de pesquisa para implementar soluções tecnológicas e práticas sustentáveis na produção.
Além de enfatizar os valores de sustentabilidade, inovação e responsabilidade, a campanha destaca os números expressivos do setor: Minas Gerais reúne 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas e 1,3 milhão de hectares de áreas conservadas, abrangendo 95% dos municípios do estado. Esses dados não só reforçam a importância econômica e ambiental do setor, como também demonstram a capacidade de conciliar produção e preservação.
Para Bruno Menezes, coordenador de Comunicação da AMIF, o conceito "pensadas para cuidar, pensadas para produzir" sintetiza a essência dos plantios florestais mineiros. Ele ressalta que a atividade vai além da produção em larga escala, simbolizando ciência, desenvolvimento sustentável e a integração equilibrada entre progresso econômico e proteção ambiental. Em um cenário de desafios globais, essa postura fortalece a imagem do setor e convida a sociedade a se engajar na valorização e no investimento em práticas responsáveis.
"Os plantios florestais mineiros devem ser compreendidos não apenas como um espaço de produção, mas como símbolos de cuidado, ciência e desenvolvimento sustentável. É um chamado ao reconhecimento e à valorização de um setor vital para o país", reforça.
O novo posicionamento também sinaliza a intensificação dos investimentos em tecnologias que reduzem impactos ambientais e combatem as mudanças climáticas. Essa estratégia inovadora coloca Minas Gerais como modelo a ser seguido e evidencia o papel do setor florestal não apenas como motor econômico, mas como elemento vital para um futuro sustentável e de desenvolvimento integrado.
Essa abordagem amplia o conteúdo original ao contextualizar a importância estratégica do setor florestal para o desenvolvimento sustentável e a economia regional, ao mesmo tempo em que enfatiza o compromisso da AMIF com a inovação e a responsabilidade ambiental.
Briefing
PÁSCOA
O Domingo de Páscoa não será tão doce como de costume. As vendas do varejo devem somar R$ 3,36 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo CNC, o que representa retração de 1,4% em relação a 2024. O preço do chocolate, em função da escassez do Cacau, registra alta média de 18,9%, a maior desde 2012, o que afeta o poder de compra dos consumidores. Outro fator que contribui para a queda é o feriadão da Sexta-feira Paixão ementando com Tiradentes.
CEIA PESADA
Nem mesmo o apelo emocional e a tradição da data, estimulam o consumidor. Além da alta no chocolate, a cesta de bens e serviços ligados à Páscoa registra aumento médio de 7,4% nos preços. Itens como bacalhau (+9,6%) e o azeite de oliva (+9,0%), ambos tradicionais na ceia pascal, pesam mais no bolso. Para manter a tradição, as famílias buscam produtos alternativos, substituindo os ovos de chocolates por barras ou bombons e, na ceia, ingredientes similalares.
ESCALADA
Em Belo Horizonte, estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG) aponta elevação de 12,01% nos preços dos ovos de Páscoa, bem acima dos 7,56% da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O crescimento é considerado expressivo, em comparação com 2023 e 2024, quando o preço médio dos ovos
subira apenas 0,75%.
REDUÇÃO
A Tunad, plataforma de inteligência de mídia, alerta para uma queda em investimentos publicitários para o período da Páscoa desde o ano passado. Em 2024, a empresa identificou uma retração de 7% nos investimentos, totalizando R$ 32,8 milhões, contra R$ 35,3 milhões em 2023. Desde 2022, a Tunad tem monitorado o volume de inserções na TV aberta e por assinatura, bem como estimativa de investimentos publicitários, nos 15 dias que antecedem a Páscoa.
QUEDA
O movimento negativo afeta também o setor publicitário. A tendência de queda permanece, com perspectiva de menos 10%, resultando em R$ 29,6 milhões. As marcas que mais se destacaram neste quesito, no ano passado, foram Cacau Show (R$ 8,5 milhões); Dolly (R$ 7,2 milhões) e Americanas (R$ 3,3 milhões). Na sequência, estão Supermercados Guanabara (R$ 2,3 milhões) e Tele Sena (R$ 2,1 milhões).
