Irmã de CR7 reage à saída do craque da Seleção de Portugal: ‘Invejosos e desdenhosos’ - (crédito: No Ataque Internacional)
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Irmã de CR7 reage à saída do craque da Seleção de Portugal: ‘Invejosos e desdenhosos’ (Cristiano Ronaldo durante entrevista coletiva por Portugal)
A polêmica saída de Cristiano Ronaldo da Seleção de Portugal ganhou novos contornos fora dos gramados. Elma Aveiro, irmã do atacante do Al-Nassr, recorreu às redes sociais para reagir ao adeus do camisa 7 e disparou contra a postura da imprensa e de parte dos torcedores portugueses.
Em sua conta no Instagram, Elma compartilhou uma publicação com a legenda “Tudo dito”, respaldando um texto que aponta falta de respeito ao legado do astro de 41 anos e classifica os críticos como “invejosos e desdenhosos”.
“CR7 merecia mais respeito. A Seleção merecia mais estrutura. O jornalismo português merecia mais competência e menos especulação. Em relação aos portugueses, bem… não merecem ter o melhor em coisa alguma. Somos invejosos, desdenhosos, ignorantes e merecemos voltar à mediocridade que sempre fomos no futebol pré-CR7. Obrigado por tudo CR7! Merecias mais!”, dizia a postagem compartilhada pela irmã do jogador.
Postagem de Elma Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo(foto: Reprodução)
Entenda a saída de CR7 e o atrito com Jorge Jesus
O desabafo de Elma Aveiro ocorre após Cristiano Ronaldo utilizar suas redes sociais nesta quarta-feira (30/9) para anunciar o seu desligamento da Seleção Portuguesa. A decisão foi comunicada em meio a um desentendimento com o técnico Jorge Jesus durante a concentração para a Liga das Nações da Uefa.
Em nota oficial, o camisa 7 informou que a escolha foi tomada em conjunto com a cúpula da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e prometeu prestar esclarecimentos aos torcedores no momento oportuno.
“Após a conferência de imprensa do selecionador nacional, e no seguimento de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar a Seleção Nacional.
A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipe nacional, à qual sempre me dediquei.
Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipe, sem exceção”, escreveu o craque.
Jorge Jesus bancou decisão e reafirmou autoridade
Antes da publicação do astro, o técnico Jorge Jesus explicou abertamente os motivos de ter deixado Cristiano Ronaldo no banco de reservas nos compromissos mais recentes de Portugal. O treinador alegou questões de condicionamento físico e ressaltou que nenhuma figura está acima de suas convicções táticas.
“Eu disse ao Cris que ele não ia jogar estes dois jogos. Pensei durante o jogo que se precisasse, ele iria aquecer. E depois não o pus no jogo. Qualquer um não fica contente depois de aquecer meia hora. Quanto mais o Cris. Quanto mais fosse o Pelé, o Maradona. Os direitos são iguais e como treinador eu decidi que não entraria”, afirmou Jesus.
Na entrevista coletiva, o comandante revelou ainda que a diretoria da FPF tentou apaziguar o clima no elenco, mas garantiu que não cederá a pressões externas:
“O presidente veio saber o que se passou. Mas depois de um jantar já tínhamos resolvido o problema que não era problema. Sou o treinador, disse ao jogador que não era para jogar. Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero”, concluiu.
Clima tenso no início de um novo ciclo
A crise estoura logo no início do trabalho de Jorge Jesus à frente de Portugal. O treinador assumiu a seleção após a demissão de Roberto Martínez, decorrente da eliminação para a Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Nos dois primeiros jogos sob o comando de Jesus (contra País de Gales e Noruega), Cristiano Ronaldo somou apenas 67 minutos em campo de 180 possíveis. Em 2025/26, os dois trabalharam juntos no Al-Nassr, na Arábia Saudita, onde mantinham relação próxima antes do desgaste recente na equipe nacional.
Números de CR7 na Seleção Portuguesa e a busca pelo milésimo gol
A despedida de Cristiano Ronaldo encerra a trajetória do maior nome da história do futebol português. Líder técnico e capitão da equipe das Quinas por mais de uma década, o camisa 7 deixa um legado de marcas expressivas e títulos inéditos no cenário internacional:
Recorde absoluto: Disputou 234 partidas e marcou 146 gols com a camisa de Portugal, números que o consolidam como o maior artilheiro de todas as seleções.
Conquistas históricas: Foi peça fundamental nos dois primeiros títulos do futebol principal do país: a Eurocopa de 2016, na França, e a Liga das Nações da Uefa de 2018/19.
Trajetória em grandes torneios: Além dos títulos, foi vice-campeão da Euro 2004, semifinalista da Copa de 2006 e defendeu Portugal em seis Mundiais (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026).
Rumo ao milésimo gol: Aos 41 anos, CR7 centralizará seus esforços a serviço do Al-Nassr para alcançar os 1.000 gols oficiais na carreira. Ele soma no momento 979 tentos em 1.340 partidas.