Espanha envolve Bélgica, decide no fim e vai enfrentar a França na semi da Copa (Merino marcou o segundo gol da Espanha na vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica, pelas quartas de final da Copa)

Deu a lógica? Uma das favoritas ao título da Copa do Mundo, a Espanha venceu por 2 a 1 e despachou a Bélgica, nesta sexta-feira (10/7), no SoFi Stadium, em Inglewood, nos EUA. Os comandados de Luis de la Fuente não tiveram vida mansa nas quartas de final e gastaram paciência diante de um sistema defensivo bem postado. Agora, pensam na França, a próxima adversária.

A Espanha sobrou na primeira etapa. Depois de tanto insistir, marcou aos 29 minutos, com o volante Fabián Ruiz aproveitando rebote na grande área. A impressão era de que não teria dificuldades para ampliar em função do volume de jogo, mas foi surpreendida. A Bélgica conseguiu uma escapada e empatou aos 29 minutos, quando o atacante De Ketelaere subiu mais alto em cruzamento e cabeceou.

As equipes voltaram para o segundo tempo com a mesma estratégia. Mas, diferentemente da parcial anterior, a Bélgica cedeu menos espaço e se arriscou mais nos contra-ataques. Pelo menos na reta inicial. Conforme o cronômetro rodava, o time de Rudi Garcia perdia fôlego e mal pegava na bola. A pressão espanhola surtiu efeito aos 42 minutos – o volante Merino aproveitou rebote de Lammens, substituto de Courtois.

Próximo desafio da Espanha

O próximo compromisso da Espanha tende a ser o mais desafiador da Copa do Mundo. Na semifinal, os comandados de Luis de la Fuente vão encarar a França, uma verdadeira prova de fogo. O encontro entre duas das favoritas ao título do Mundial está marcado para esta terça-feira (14/7), às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Arlington, nos EUA.

Espanha x Bélgica

Espanha domina, mas sofre empate

Esperava-se uma Bélgica mais ativa e semelhante àquela testemunhada na vitória por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, pelas oitavas de final. Mas, do outro lado, tinha uma Espanha envolvente – não à toa, uma das grandes favoritas ao título – e que colocou em prática o que lhe é característico: troca de passes, paciência e botes nos momentos oportunos.

Os espanhóis dominaram a posse e colocaram a Bélgica na roda. Desperdiçaram, contudo, valiosas oportunidades. Depois de muito persistirem, chegaram ao primeiro gol aos 29 minutos. Na ocasião, o volante Fabián Ruiz, bem posicionado na grande área, aproveitou rebote depois de pressão: 1 a 0.

A impressão era de que a Espanha havia aberto a porteira e não demoraria a ampliar. A equipe europeia até demonstrou estar mais à vontade e deu trabalho para o arqueiro Courtois – o ponta Lamine Yamal, por exemplo, fez o que quis na faixa direita do gramado.

Dito isso, o futebol costuma reservar roteiros inesperados. Aos 39 minutos, a Bélgica surpreendeu a Espanha e respirou ao marcar o gol de empate. O atacante De Ketelaere aproveitou bom cruzamento do lateral-direito Timothy Castagne e cabeceou para o fundo da rede: 1 a 1.

Bélgica se atenta aos contra-ataques

O empate manteve a estratégia de ambas as equipes. A Espanha seguiu com a posse, apostando em jogadas bem trabalhadas para confundir a marcação ou as escapadas dos atletas habilidosos. A Bélgica, ainda retraída, entendeu melhor a proposta, cedeu menos espaços e se atentou com mais precisão aos contra-ataques. Isso apenas nos primeiros minutos.

Os torcedores belgas presentes no SoFi Stadium não esconderam o nervosismo quando Courtois, alegando dores na coxa esquerda, deixou o campo para a entrada de Lammens. O arqueiro titular era, até então, um dos protagonistas da partida por defesas importantes.

Conforme o cronômetro rodava, o time de Rudi Garcia perdia fôlego – inclusive para as escapadas anteriormente mencionadas – e mal pegava na bola. A pressão espanhola custou caro. Outro volante deu de centroavante e garantiu a vitória. Aos 42 minutos, Merino aproveitou rebote dado por Lammens e marcou o segundo da Espanha, rumo ao esperado duelo com a França.

ESPANHA X BÉLGICA

Espanha

Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal. Técnico: Luis de la Fuente.

Bélgica

Thibaut Courtois (Lammens, aos 25′ do 2ºT); Timothy Castagne, Nathan Ngoy, Brandon Mechele e Maxim de Cuyper (Seys, aos 14′ do 2ºT); Vanaken (Lukaku, aos 14′ do 2T), Kevin de Bruyne e Nicolas Raskin; Jérémy Doku, Charles de Ketelaere e Leandro Trossard (Witsel, aos 14′ do 2T). Técnico: Rudi Garcia.

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  • Motivo: quartas de final da Copa do Mundo
  • Local: SoFi Stadium, em Inglewood, nos Estados Unidos
  • Gols: Fabián Ruiz, aos 29′ do 1ºT (ESP); De Ketelaere, aos 39′ do1ºT (BEL); Merino, aos 42′ do 2T (ESP)
  • Árbitro: Michael Oliver
  • Assistentes: Stuart Burt e James Mainwaring
  • VAR: 
  • Cartões amarelos: Pau Cubarsí, aos 42′ do 1ºT (ESP)
  • Cartão vermelho:
  • Público: X torcedores
  • Renda: 

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