O secretário-geral da Confederação Africana de Futebol (CAF), Veron Mossengo-Omba, de 66 anos, renunciou seu cargo neste domingo (29/3) após repetidos pedidos por sua saída e em um momento turbulento para o esporte no continente.
Mossengo-Omba declarou estar se aposentando. No entanto, sua saída ocorre em meio a uma crise de confiança na liderança da organização, com a crescente repercussão sobre a decisão de retirar o título da Copa Africana das Nações do Senegal e pedidos de investigação sobre suposta corrupção no órgão dirigente do futebol africano.
Houve uma onda recente de críticas à sua permanência como secretário-geral bem além da idade obrigatória de aposentadoria da organização, de 63 anos, principalmente nas redes sociais, mas também de membros do comitê executivo da CAF.
“Após mais de 30 anos de uma carreira profissional internacional dedicada a promover uma forma ideal de futebol que une as pessoas, educa e cria oportunidades de esperança, decidi deixar meu cargo de secretário-geral da CAF para me dedicar a projetos mais pessoais”, disse Mossengo-Omba em comunicado.
“Agora que consegui dissipar as suspeitas que algumas pessoas se esforçaram muito para lançar sobre mim, posso me aposentar com tranquilidade e sem constrangimentos, deixando a CAF mais próspera do que nunca.”
“Agradeço sinceramente ao presidente da CAF, dr. Patrice Motsepe, às minhas equipes e a todos aqueles que, direta ou indiretamente, permitiram que a CAF e o futebol africano organizado fizessem progressos reais e notáveis. Esperemos que o progresso alcançado perdure e seja sustentado”, concluiu.
A CAF informou que o diretor de competições, Samson Adamu, assumirá como secretário-geral interino.
Ambiente tóxico
Mossengo-Omba tem sido uma figura controversa na CAF, acusado por alguns funcionários de criar um ambiente tóxico no local de trabalho, embora uma investigação após reclamações o tenha inocentado de qualquer irregularidade.
O dirigente é de origem congolesa, mas cidadão suíço. Também é ex-funcionário da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e foi colega de universidade do presidente da entidade maior do futebol, Gianni Infantino.
Embora tenha dito que estava se aposentando, espera-se que Mossengo-Omba concorra ao cargo de presidente da Federação de Futebol da República Democrática do Congo nas eleições dos próximos meses, segundo fontes à Reuters.
Se for bem-sucedido, isso o colocaria na disputa pelo cargo máximo da CAF, caso Motsepe renuncie para entrar na política em sua África do Sul natal, onde está sendo cotado como possível sucessor do presidente Cyril Ramaphosa. Motsepe, no entanto, negou.
No início deste mês, Motsepe admitiu que a CAF está enfrentando dificuldades com questionamentos sobre sua integridade e, na esteira da controvérsia da final da Copa das Nações, o governo do Senegal pediu uma investigação internacional sobre a gestão da organização.
A retirada do título da Copa das Nações do Senegal foi uma decisão tomada pelo Conselho de Apelações da CAF, mas como resultado houve um grande impacto na imagem do futebol africano.
O Marrocos será uma das três sedes oficiais da Copa do Mundo de 2030, ao lado de Espanha e Portugal.
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A notícia Secretário-geral da CAF renuncia após críticas e pressão por saída; entenda foi publicada primeiro no No Ataque por Folhapress
