Duas dores respondem por uma parcela significativa da procura por atendimento ortopédico no Brasil. A primeira vem das costas: a Organização Mundial da Saúde estima que a lombalgia atingiu 619 milhões de pessoas no mundo em 2020, com projeção de 843 milhões até 2050. Já a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 apontou que 23,4% dos adultos brasileiros convivem com problema crônico de coluna.
No caso do ombro, as lesões do manguito rotador, grupo de tendões responsável pela movimentação da articulação, estão entre as principais causas de dor e afastamento do trabalho em profissões que exigem esforço com os braços como pintores, professores, trabalhadores da limpeza e da construção. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), a frequência desses problemas aumenta com a idade.
As doenças osteomusculares também figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho registradas pela Previdência Social, com a dor nas costas no topo das concessões de auxílio por incapacidade.
Nesse contexto, Goiânia concentra profissionais dedicados ao tratamento dessas articulações. A capital recebe pacientes de estados vizinhos em busca de cirurgias eletivas e reúne médicos formados tanto em hospitais de ensino locais quanto em centros de referência de outras regiões do país.
Coluna e ombro exigem formações específicas
Dentro da ortopedia, cada articulação pode demandar uma educação específica. O cirurgião de coluna, após a residência na área, realiza uma subespecialização voltada à anatomia vertebral, à instrumentação e às técnicas de descompressão nervosa, com chancela da Sociedade Brasileira de Coluna.
O profissional dedicado ao ombro e cotovelo segue caminho semelhante, com fellowship específico e vínculo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, a SBCOC.
O paciente pode verificar essas informações por conta própria. O RQE, Registro de Qualificação de Especialista, está disponível na busca pública do Conselho Federal de Medicina e comprova a formação em ortopedia. Já os títulos de subespecialidade constam nos registros das sociedades de cada área.
Quanto mais específica for a certificação, maior a possibilidade de o profissional atuar com frequência sobre a articulação relacionada à queixa do paciente.
10 médicos especialistas em traumas que atendem em Goiânia
A relação abaixo reúne dez cirurgiões com atuação na capital goiana. A seleção foi montada a partir de registros públicos, títulos informados em sociedades médicas e avaliações de pacientes em plataformas de agendamento.
A ordem não representa classificação. A escolha do profissional depende da articulação afetada e do quadro apresentado por cada paciente.
1. Dr. Aurélio Arantes
Cirurgião de coluna com mais de 20 anos de trajetória e mais de duas mil cirurgias realizadas (CRM-GO 11500, RQE 7219), é graduado pela UFG, membro titular da SBOT e da Sociedade Brasileira de Coluna e preceptor no Hospital das Clínicas da UFG.
É referência em cirurgia endoscópica da coluna, técnica minimamente invasiva que utiliza incisão de poucos milímetros para tratar hérnia de disco. Também conduz casos de escoliose, estenose e fraturas vertebrais.
2. Dr. Thiago Caixeta
Subespecialista em cirurgia do ombro e cotovelo (CRM-GO 13291, RQE 8070), é membro da SBOT, da SBCOC e da SBRATE, com mais de 15 anos de experiência.
Sua atuação se concentra em cirurgias minimamente invasivas por vídeo, como o reparo do manguito rotador e a estabilização de luxações recorrentes. A técnica reduz a agressão aos tecidos e acelera a reabilitação.
3. Dr. Daniel Labres Castro
Especialista em coluna vertebral (CRM-GO 12999, RQE 7551), tem prática dedicada ao tratamento de hérnias de disco, estenose do canal vertebral e deformidades, utilizando técnicas modernas de fixação e descompressão.
4. Dr. Leonardo Vieira Santos Moraes
Professor da Universidade Federal de Goiás (CRM-GO 9348, RQE 5638), atua no tratamento das lesões do manguito rotador e da instabilidade do ombro, conciliando a prática cirúrgica com a formação de novos ortopedistas.
5. Dr. Gabriel Souza
Ortopedista e cirurgião de coluna (CRM-GO 22895, RQE 14867), construiu sua experiência em grandes hospitais de Goiás. Sua prática abrange desde doenças degenerativas até a correção de deformidades da coluna em crianças e adolescentes.
6. Dr. Jaime Guiotti Filho
É coordenador do setor de ombro e cotovelo dos serviços de residência em ortopedia e da especialização em cirurgia do Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG), uma das principais escolas da subespecialidade no Centro-Oeste.
A escolha do profissional deve considerar a formação, a subespecialização e a experiência em procedimentos relacionados ao quadro do paciente
7. Dr. Gilbert Spindola
Ortopedista e traumatologista com subespecialização em ombro e cotovelo (CRM-GO 26097, RQE 18432, TEOT 20026), concluiu fellowship em cirurgia no IOG. Além disso, atua em lesões esportivas e degenerativas da articulação.
8. Dr. Aryell Assis
Ortopedista dedicado ao ombro, ao cotovelo e à dor osteomuscular (CRM-GO 22461, RQE 14687), realiza infiltrações guiadas por ultrassom e procedimentos minimamente invasivos, além de cirurgias quando o tratamento conservador não apresenta resultado.
9. Dr. Antônio Carlos Wall Borges
Especialista em ombro e cotovelo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, integra a equipe do Instituto Ortopédico de Goiânia e soma décadas de prática na área.
10. Dr. Vinício Nunes Nascimento
Cirurgião de coluna com mais de 15 anos de trajetória (CRM-GO 15562, RQE 9988), é dedicado a intervenções de alta complexidade. Atua em cirurgia endoscópica da coluna para hérnias de disco e no tratamento cirúrgico e clínico da escoliose.
Quando procurar um profissional especializado
Na coluna, alguns sinais merecem atenção: dor que irradia para a perna ou para o braço persistindo por mais de seis semanas, formigamento e perda de força.
A maior parte das lombalgias melhora com tratamento conservador. Por isso, a indicação cirúrgica deve ser avaliada de acordo com o quadro apresentado pelo paciente. Fisioterapia, fortalecimento e infiltrações guiadas por imagem resolvem a maioria dos quadros. A cirurgia fica reservada aos casos com compressão nervosa comprovada ou instabilidade.
No ombro, o cenário é semelhante. Tendinites e bursites isoladas costumam responder à reabilitação, enquanto a cirurgia pode ser indicada para rupturas completas do manguito rotador, luxações recorrentes e artrose avançada.
A evolução prolongada de alguns quadros pode dificultar o tratamento. Tendões rompidos há muito tempo retraem e perdem qualidade, tornando o reparo mais complexo e podendo comprometer o resultado funcional.
Quem sente dor no ombro há meses, acompanhada de dificuldade para elevar o braço ou dormir sobre o lado afetado, já tem motivo para buscar avaliação especializada.
O que avaliar antes de escolher
Antes de agendar a consulta, vale confirmar o RQE do médico no portal do Conselho Federal de Medicina, verificar o título de subespecialidade na sociedade da área e perguntar diretamente ao profissional quantos procedimentos daquele tipo ele realiza por ano e em quais hospitais opera. O volume de procedimentos e o vínculo com serviços de residência costumam estar associados à experiência na área.
Para quem viaja de outra cidade ou de outro estado, também é importante alinhar como será o acompanhamento pós-operatório, incluindo a necessidade de retornos presenciais e a possibilidade de seguimento à distância.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Chegar à consulta com exames de imagem recentes em mãos também facilita a avaliação inicial e a definição do tratamento.
