O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, serve como um momento de reflexão sobre a relação das pessoas com a carreira. Em um cenário de cobranças constantes, cresce o número de profissionais que associam o próprio valor apenas à produtividade.
Para a especialista em autoconhecimento e autoamor, Renata Fornari, este é um dos principais sinais de desequilíbrio emocional. Embora a dedicação seja positiva, transformar o desempenho em identidade pode gerar desgaste. “Muita gente aprendeu a se sentir importante apenas quando está produzindo”, afirma.
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Segundo a especialista, quando isso ocorre, o descanso vem acompanhado de culpa e a pessoa perde a capacidade de entender suas próprias necessidades. Uma relação saudável com a profissão começa ao compreender que a carreira é parte da vida, não a vida inteira.
Renata pontua que o envolvimento profissional pode trazer realização, desde que haja espaço para a saúde mental e os vínculos afetivos. “Seu trabalho pode ser relevante, mas ele não define quem você é. Quando alguém deposita toda a autoestima no cargo, fica emocionalmente vulnerável”, destaca.
Muitos padrões de exaustão também estão ligados a crenças antigas, como a ideia de que descansar ou pedir ajuda são sinais de preguiça. “Essas crenças fazem a pessoa ultrapassar limites por muito tempo. Depois, o corpo e a mente cobram a conta”, explica.
Atitudes para uma rotina mais saudável
Renata Fornari lista algumas atitudes práticas para melhorar o equilíbrio na vida profissional:
estabelecer horários e respeitar pausas;
não normalizar o excesso constante de demanda;
separar o desempenho do valor pessoal;
desenvolver autonomia emocional diante de críticas e resultados;
cultivar interesses e relações além do trabalho.
Para ela, a produtividade sustentável está ligada ao equilíbrio, e não à exaustão. “Trabalhar bem não significa viver no limite. Pessoas que se respeitam produzem melhor, decidem com mais certeza e constroem trajetórias mais firmes”, diz.
A especialista reforça que sucesso e bem-estar não precisam caminhar separados. “O trabalho deve ser uma ferramenta de construção de vida, e não um lugar de autoabandono. Quando existe consciência e autoamor, a carreira passa a ser uma expressão poderosa de quem você é”.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
