O calor pode continuar mesmo quando o céu fecha, mas ligar o ar-condicionado durante uma tempestade aumenta a exposição do aparelho a picos elétricos, quedas de energia e danos externos. Com raios, vento forte ou alagamento, a escolha mais segura é desligá-lo antes que o temporal chegue.
O ar-condicionado atrai raios durante a tempestade?
Não. Manter o aparelho ligado não atrai raios. O risco aparece porque uma descarga pode atingir a rede elétrica ou cair perto da casa e gerar uma sobretensão, que é um pico rápido de voltagem capaz de chegar aos equipamentos conectados.
A orientação técnica sobre aparelhos ligados durante temporais recomenda desligar os equipamentos para evitar danos causados por esse pico. O verbete sobre descargas elétricas atmosféricas ajuda a diferenciar raio, relâmpago e trovão.
Quais danos podem aparecer no ar-condicionado?
Um manual oficial de segurança para aparelho split manda desligar o equipamento no painel, no controle e no disjuntor durante chuvas com raios. A voltagem fora da especificação também pode causar danos sérios.
Depois de uma tempestade, estes sinais pedem atenção:
- Placa eletrônica: o aparelho pode parar de responder ou mostrar código de erro.
- Compressor: quedas e retornos seguidos podem impedir a partida normal.
- Unidade externa: vento, granizo ou objetos podem amassar partes e travar o ventilador.
- Fiação e disjuntor: cheiro de queimado, aquecimento ou desarme indicam que não se deve insistir.
- Contato com água: equipamento alagado não deve ser ligado antes de avaliação técnica.

Como desligar o aparelho com segurança?
O melhor momento para agir é antes da chuva forte. A orientação pública de prevenção contra raios recomenda não usar eletrodomésticos e mantê-los desligados das tomadas durante a tempestade.
Para um modelo split com circuito próprio, siga esta ordem:
- Pare pelo controle: desligue o funcionamento normal do aparelho.
- Corte a alimentação: desligue o disjuntor exclusivo, desde que o quadro esteja seco e acessível.
- Não vá para fora: evite tocar na unidade externa, em cabos ou partes molhadas.
- Espere o tempo firmar: não religue enquanto houver trovões, raios ou oscilação na rede.
- Observe antes de usar: procure ruído estranho, cheiro de queimado, água ou objetos presos.
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A garantia ou a distribuidora pagam o prejuízo?
O texto do Código de Defesa do Consumidor sobre garantias dá 90 dias para reclamar de problema em produto durável. No vício oculto, defeito que só aparece depois, o prazo começa quando o problema fica evidente. A garantia contratual soma condições e tempo ao direito legal.
Um dano provocado por temporal não vira defeito de fábrica de forma automática. A causa precisa ser identificada. Se houver falha no fornecimento, as regras para ressarcimento de equipamento elétrico permitem pedir reembolso à distribuidora em até 5 anos. Para aparelhos comuns, a verificação pode ocorrer em até 10 dias.
Cada caminho depende da origem do defeito:

Deixar o aparelho ligado aumenta muito a conta de luz?
A tempestade não faz o medidor cobrar mais por si só. O gasto continua ligado ao consumo do equipamento em kWh, ou quilowatt-hora, e ao tempo de uso. As tabelas oficiais de eficiência dos condicionadores de ar permitem comparar modelos e consumo declarado.
No Brasil, o valor final muda conforme a distribuidora, os tributos, a contribuição de iluminação pública e a bandeira tarifária. Em julho de 2026, a bandeira amarela vigente na conta de energia acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh. Na tempestade, desligar por alguns minutos pode poupar meses de conserto.




